CP Cast

Seu filho depende demais de você? 4 sinais e o que fazer

Luciano Nogueira

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Será que estamos cobrando da escola algo que deveria nascer em casa? Neste vídeo, discutimos a importância da corresponsabilidade na educação. Entenda como o comportamento, a fala e os valores dos pais moldam a postura do aluno em sala de aula e por que a escola não consegue caminhar sozinha sem o apoio da família. Uma reflexão necessária para quem busca uma formação de excelência e valores sólidos para seus filhos. 

SPEAKER_00

Começamos?

SPEAKER_02

Começamos!

SPEAKER_00

Mais uma edição do CPCast.

SPEAKER_02

Meu nome é Gabriela Rosa.

SPEAKER_00

Eu sou o Luciano Nogueira.

SPEAKER_02

Luciana é diretor do Camões Pinoque.

SPEAKER_00

Gabriela é diretora pedagógica do Camões Pinocchio.

SPEAKER_02

Tudo bem?

SPEAKER_00

Tudo bem.

SPEAKER_02

Sobre o que iremos conversar hoje?

SPEAKER_00

Hoje iremos falar que o seu filho depende demais de você. E a gente vai dar quatro sinais e vai também falar o que você pode fazer pra resolver isso daí.

SPEAKER_02

Caramba! Será que elas querem filhos independentes?

SPEAKER_00

Independentes, autônomos?

SPEAKER_02

Conta aí se você quer ser filho independente, autônomo. Se isso é um objetivo seu na vida.

SPEAKER_00

Queiro, queiro.

SPEAKER_02

Vai que elas vão falar que não. Deixa elas falarem que não, que sim. Algum desafio pra elas hoje, Luciana? Semana passada elas tiveram que adivinhar alguma coisa aqui.

SPEAKER_00

É, eu ainda não vi se alguém percebeu, porque o episódio tem isso, sai depois de amanhã.

SPEAKER_02

É verdade.

SPEAKER_00

Então a gente vai ver se o pessoal botou lá nos comentários. A gente também tem mudança hoje. É uma mudança mais sutil.

SPEAKER_02

É verdade.

SPEAKER_00

Tem que ser uma pessoa mais sensível pra perceber essa mudança.

SPEAKER_02

Mais criteriosa.

SPEAKER_00

E tem que ser alguém que esteja. As mudanças precisam ser de alguém. Não, a da semana passada, quem não tem vídeo e é sensível consegue. A gente pode até falar o que é.

SPEAKER_02

É verdade, é verdade. Ah, pode falar já agora, né, revelando?

SPEAKER_00

Quem colocou novos microfones acertou. Então. Mas quem tá ouvindo também pode acertar.

SPEAKER_02

Ah, é verdade. Melhoramos a qualidade do áudio.

SPEAKER_00

Melhorou o áudio. Eu já editei, já ouvi, melhorou bastante.

SPEAKER_02

Tá, tá. Sem a SMR. Ou com um pouquinho por aí.

SPEAKER_00

Sen chado.

SPEAKER_02

É isso aí. Vamos lá, vamos falar de crianças dependentes or independentes. O que a gente quer pras crianças along the elas? Isso tem muito a ver com maturidade, né? A gente quer que along the life of a criança válidando. And exists of maturidade, and I think that autonomy and independence are one of these signs.

SPEAKER_00

For evolution as a sermon, a gente amadure. And much of this amadure depends on how the moon is when a gentleman is pequeninin, when a gentleman is criancinha. So if a gente does the mundo de forma adequada for nossos filhos, crianças cada vez mais autônomas, cada vez mais independentes, cada vez mais preparadas para enfrentarem o mundo por conta própria, mais maduras. Ando deveria ser o nosso objetivo. Então a gente tem, a gente separou aqui quatro coisas que a gente vê no dia a dia, de escola, de relacionamento com famílias, que são sinais, que podem ser sinais de que aquela criança ainda depende demais dos pais, não está amadurecendo in velocidade que deveria estar, não está criando autonomia na velocidade que deveria estar, anda prestar atenção top.

SPEAKER_02

And one interessante to follow in relation to this is that cai naquela máxima, de que cada criança tem seu tempo, isso não é a verdade. Cada criança não tem seu tempo, a gente tem marcos que precisam ser respeitados, and this no desenvolvimento de amadurecimento também é verdade. Então a gente tem janelas, eu sempre brinco com isso, a gente tem janelas de aprendizado, but a gente precisa respeitar o tempo comum that acontecerem. And se a gente estiver fora desse tempo comum, a gente vai agindo, a gente vai ajudando, a gente vai atuando dentro desse desenvolvimento. Vamos lá.

SPEAKER_00

Legal você ter falado isso, porque quando eu era criança, my mãe tinha um livro ofediatra, Delamari. And a criança in cada phase of the time, and one and two years. And what are they doing in this question that kind of takes their temple is that not that a criança faz one, nem no dia que ela faz two. But it's acontecer in any interval. Andar, for example. Andar normally acontece entre nove meses e um ano e três. Vamos botar ali. Seis meses para a criança começar a andar. Uma criança que anda com sete, oito meses, muito raro. Uma criança começa a andar com um ano e meio, dois anos, opa! Falar, falar acontece mais ou menos na mesma época. Tem até uma coisa popular, assim, né? Óbvio, não é verdade, não é regra, mas as pessoas falam isso. Quem anda cedo fala tarde, quem fala cedo anda tarde.

SPEAKER_02

Porque compensa, né? É como se fossem os sentidos, né?

SPEAKER_00

Tá desenvolvendo mais uma coisa do que a outra. E tudo bem, mas vai acontecer ali mais ou menos na mesma época. A criança começa a falar com 10, 11 meses. A criança com dois anos que não fala não quer dizer que as pessoas. Perdeu o bom de nunca mais.

SPEAKER_02

É isso aí.

SPEAKER_00

Mas a gente precisa agir, não pode ficar olhando e não pode ficar de bobeira ali naquele momento.

SPEAKER_02

E eu acho curioso, porque as pessoas têm muito isso com o que o pediatra fala, né? A gente já recebeu pais, crianças às vezes que são de integral, e a gente tem, ah, olha, está fora da curva de crescimento. Então eu preciso que vocês fiquem atentas à alimentação aqui, o horário da alimentação, a janela precisa ser S, S, S. Beleza, isso aí existe a curva. Por que nas outras áreas a gente não olha com o mesmo cuidado, com o mesmo critério? Então, acho que o que a gente quer trazer para vocês hoje é que no desenvolvimento e no amadurecimento, nessa questão da autonomia, a gente também tem que olhar com esse cuidado. O que eu deixei passar? O que eu não estou olhando nesse desenvolvimento e que eu poderia ajudar meu filho, minha criança a amadurecer, a ter mais autonomia.

SPEAKER_00

Isso aí. Então vamos lá. Primeiro sinal.

SPEAKER_02

Primeiro sinal, eu já não lembro, fala.

SPEAKER_00

Não dorme sozinho.

unknown

Tchau.

SPEAKER_02

Não dorme sozinho. E agora?

SPEAKER_00

Isso é um sinal de dependência?

SPEAKER_02

Eu acho, porque saiu da maternidade, ele não dorme lá. Tô brincando. A questão aqui é a gente só tomar cuidado que tem até uma recomendação que as crianças até, eu acho, se eu não me engano, na sociedade... Eu vou procurar, na sociedade brasileira de pediatria, eu acho que até seis meses que durmam naqueles acoplados, no mesmo quarto que os pais, ou no acoplado fora da cama, ou no berço dentro do mesmo ambiente, por questões de mau súbito. Não, eu acho que o nome é esse, eu vou procurar aqui. Mas tem uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas o que a gente quer trazer para vocês é existe, precisa existir uma responsabilidade do adulto e uma atenção do adulto se não está passando do tempo. Ninguém vai achar estranho que um bebê, que uma mãe que tem um filho de oito meses, nove meses, dez meses, um mês fale, ah não, meu filho dorme no meu quarto. Estamos dentro do community, do senso comum. Mas talvez uma criança de 12, 13, 17, 10, dependendo da frequência, fala, ah, não, meu filho dorme no meu quarto. Isso talvez gere um certo estranhamento, assim. Então, eu acho que o que a gente quer falar aqui é que existe tempo pra tudo. Então a gente, cada um tem a sua circunstância, se a sua casa, ah, eu só tenho um quarto, eu só tenho. São circunstâncias diferentes. Mas no padrão, no comum, a gente precisa olhar pra essa questão do dormir com um pouco mais de cuidado. Conforme a criança vai crescendo, conforme esse bebê deixa de ser um bebê, ele precisa ir criando segurança, ele precisa ir criando autonomia para conseguir estar longe in ordine, pelo menos.

SPEAKER_00

I asked sozinho, ela é muito importante because um perigo very que as redes sociais trazem para os pais, que é do influenciador nichado radical. Do guru. Então vai ter o guru do sono, vai ter o guru da alimentação. And ser guru é ruim. Ter um guru é pior ainda. And obedece porque obedece. So a gente tem vários gurus do sono nas redes sociais, doce lados. Você tem o guru da cama compartilhada who does that, sei lá o que, do sei lá o que, que a criança tem que escolher. And the guru that independent who tem que enfiar a criança no quarto dela e deixar ela lá e se chorar, chorou, se gritar, gritou, se berrar berrou.

SPEAKER_02

Crianças francesas não fazem manha. Não tem um livro desse.

SPEAKER_00

Até a de uma autora francesa.

SPEAKER_02

Mas é.

SPEAKER_00

É super fácil. Super fácil criar filhos. Tudo tem uma técnica. E muitas coisas ajudam. Mas a gente não pode cair nessa armadilha de achar que todo mundo vai se enquadrar na mesma situação. A gente fala de temperamento. A gente sabe que dentro dos quatro temperamentos você vai ter características diferentes nas crianças. Algumas vão beneficiar que a criança durma sozinho mais cedo, outras vão atrapalhar. A gente fala de cinco linguagens do amor. São ferramentas que a gente usa para tentar entender como lidar melhor com outro que é diferente da gente. Um bebezinho que chegou na sua casa, ele é um outro que é diferente de você. Ele vai ter outras preferências, ele vai ter outras características. Ah, tem o componente enético, tem, tem tudo isso. Mas é uma outra pessoa. Então, o que a gente está falando aqui? A gente está falando que, olha, não é que ser cama compartilhada ou não pode ser cama compartilhada. Olha, até pode, a Gabi falou, a Sociedade Brasileira de Pediatria fala lá, ó, coloca no bercinho.

SPEAKER_02

De seis, eles botam, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os bebês durmam no quarto dos pais em berço próprio, pelo menos de. Até o sexto mês. Até o sexto mês, idealmente até o ano. Mas é o que eles falam aqui.

SPEAKER_00

Beleza, então.

SPEAKER_02

Ah, todo mundo tem que seguir a recomendação da sociedade, não?

SPEAKER_00

Não, é uma recomendação. Não é uma lei, não é um mandamento, não estava nas tábuas de Moisés, entendeu? É uma parada.

SPEAKER_02

Não sei o que fazer. O que estão dizendo? Segue a recomendação. É isso.

SPEAKER_00

Põe o bercinho lá do ladinho da cama e tal. Porque os médicos também se preocupam com a questão da movimentação do adulto de noite, deitar em cima da criança, sufocar a criança. Então, eles também não vão recomendar que durma ali no meio da cama entre o pai e a mãe. Sim. Tem gente que faz e dar certo? Tem gente que faz.

SPEAKER_02

Porque se você tiver trigêmeos, como é que faz, hein?

SPEAKER_00

Assim ou assim, né? Faz vertical e horizontal? Eu tô pensando. É difícil. Então, o que é o ideal? O ideal seria seguir a recomendação. Ah, não, mas o meu filho é muito agarradinho, a linguagem do amor dele é toque físico, ele é sanguíneo, ele acorda o tempo todo. Beleza, você pode adequar. Agora, vai ter um momento ali que as suas costas, as costas do seu marido, vão começar a doer. Vocês vão começar a dormir pior, vocês vão acordar mais durante a noite. Esse é um sinal claríssimo que está passando ponto. Por quê? Porque não pode gerar um sofrimento pra família aquilo. Então, cada casal, cada um vai ter ali a sua dinâmica, vai ter ali os seus combinados. Mas nenhum desses combinados pode estar escrito em pedra, e nenhum deles pode ser definitivo. Então, nosso filho dorme na nossa cama. Até quando?

SPEAKER_02

Qual é a motivação disso? Por quê? Isso.

SPEAKER_00

Ah, porque fulano falou que esse é o certo, tá errado. Se você tá fazendo alguma coisa na criação dessa criança, porque o especialista, que às vezes não é nem especialista, é só alguém que fala sobre o assunto numa rede social, disse que esse é o certo, tá errado. Então a gente precisa mudar. E aí a gente precisa falar do seguinte: o que eu faço?

SPEAKER_02

E agora?

SPEAKER_00

E agora?

SPEAKER_02

Tá, vocês falaram que não deveria estar a partir de uma determinada idade.

SPEAKER_00

Primeira coisa, gente, que é um negócio que a Gabi fala muito, que é o que a gente tá tentando fazer aqui. Joga a luz no problema. Primeiro passo do alcoólicos anônimos, admite que você tem um problema. Segundo passo, pede ajuda. Então, vamos olhar pra essa situação. Tem alguém, pai e mãe, muito desconfortável com a criança dormindo na cama. A criança já dá soco na cara, chuta, dorme. Parece uma estrela do mar dormindo, tá atrapalhando, or já tá muito desenvolvido.

SPEAKER_02

E tem até um outro negócio, Luciana, que eu tava pensando aqui. Quando isso gera, vou botar como comorbidade, né? O dormir na cama também está gerando outro tipo de comportamento naquela criança. Então, às vezes, tem a criança que dorme na cama, mas só dorme se a mãe for junto. Então a mãe tem que dormir na hora que a criança dorme. Ah, não, mas dorme na cama, mas só dorme se a TV tá ligada. Come se fosse comorbidade, como se fosse dupla excepcionalidade, se a gente estivesse falando de alta visibilidade, for example. Você tem mais de um problema associado, você tem mais de uma questão associada. Isso também é um sinal de alerta.

SPEAKER_00

Yeah, e aí pros dois lados, né? Ou a mãe precisa ir dormir oito e meia da noite, ou a criança vai dormir um hora da manhã.

SPEAKER_02

É isso aí.

SPEAKER_00

Péssimo. É isso aí. Tem um problema grande aí que precisa ser resolvido e precisa ser tratado. Então, beleza, vamos lá. Enxerguei o problema. Me ajuda. O que eu faço? Primeira coisa, gente. A gente tá falando aqui contra o radicalismo, contra a postura do guru. Então você não vai fazer um negócio de uma hora pra outra. E aí você tem técnicas, você tem progressões que você pode usar pra chegar no seu objetivo. Qual é o objetivo? O meu objetivo é que o meu filho durma no quarto dele seis vezes na semana. Seete vezes na semana. Cinco vezes na semana. Beleza. É onde a gente quer chegar. O que o mapinha do Waze vai dizer pra gente fazer? Você sabe onde você tá, você colocou onde você quer chegar, o Waze vai fazer um mapinha pra você. Vamos fazer um mapinha do sono aqui. Primeiro, a primeira coisa que a criança precisa ter é a cama dela. Então se a criança tá dormindo na sua cama, ela precisa de uma cama pra ela. Você pode botar essa cama no seu quarto. Ah, não, já tem uma cama no meu quarto, começou ali com o bercinho e tal, e tem uma cama no meu quarto. Ok. Essa cama está colada na sua cama, tem espaço para ela ficar num cantinho, mais longe, mais distante. Beleza. Ah, criança, vamos colocar a cama da criança no quarto da criança, olha que maravilha. Vamos. Aí você vai fazer o quê? Você vai mandar seu filho lá. Ah, vai para o seu quarto, vai dormir, e esquece, abandona? Não, não precisa. Você pode dormir uma noite lá no chão, você pode dormir duas noites, três noites, uma semana, não tem problema. Por quê? Porque agora a gente está ajustando e a gente quer chegar em algum lugar, a gente tem um objetivo. Quanto mais a gente colaborar para que a criança consiga chegar nesse objetivo e incentivar e dar carinho, dar acolhimento, estar próximo, e mostrar que aquilo não é um castigo, não é uma punição, melhor. Então, as duas coisas mais importantes para resolver esse problema é vamos criar um passo a passo, vamos criar uma progression, and não vamos retroceder nessa nossa progression se não houve a grande problemas. So, se não houve nada, nada inicial that altered, a gente find a programmation and a gente program.

SPEAKER_02

So disfraude, false de escola e família, se a criança está na escola, é um processo dos dois lugares, né? É um via de mão dupla. Então a gente geralmente chama essa família pra falar. E aí se a família tá disposta, anda, não vamos voltar atrás. Aí já teve casos de família, pô, mas a gente vai se mudar agora, pô, mas o avô vem de não sei aonde. Ou a gente fala pra família, ó, chegou agora, ninguém faz disfraude em março. Ninguém faz disfraude de criança em março. Porque a criança precisa se adaptar à professora, precisa adaptar à escola, adaptar a horário. Com uma cama, com um dormir sozinho, é do mesmo jeito. Quando o Luciano fala não retroceder, é tipo assim, quais são as variáveis que podem atrapalhar a gente? Ah, eu chego muito tarde. Você vai conseguir chegar mais cedo? Ah, não, a minha casa é no play, só faz silêncio às oito. Não sei. Arrumar alguma forma pra que você não arrume desculpas pra voltar atrás. E tem uma outra questão, que uma vez também eu tava falando com uma mãe ano passado sobre isso do dormir sozinho, porque existiam circunstâncias daquela criança que a orientação foi que a gente tentasse esse passo. Então vamos colocar pra dormir no próprio quarto. Era uma criança de pré-2. E aí, uma das sugestões foi envolve a criança no processo. E aí o envolve no processo é, ah, mas é porque não tem a cortina do quarto. Pô, vai com a criança comprar a cortina. Ah, mas não tem o adesivo, ela queria um adesivo na parede. Vai com a criança comprar o adesivo. E aí, nesse caso, foi uma luzinha que a mãe comprou, que fica no teto assim de. E aí ela mandou a foto, ela falou, caraca, olha, ela tá super feliz porque a gente comprou a luzinha e a gente tá conseguindo fazer. Então, envolver. Não é deixar a criança decidir o processo. É envolver a criança naquele processo do quarto, da cama, da roupa de cama. A gente fala isso no disfraude. Deixa escolher a cueca, é do Capitão América, ou é do. Pra ele se sentir dentro daquele processo. Então, eu acho que faz muito sentido envolver a criança nessa decisão. A decisão foi tua, você tomou, mas envolve a criança para que ela faça parte daquilo ali.

SPEAKER_00

Eu coloquei aquelas estrelinhas que brilham no escuro.

SPEAKER_02

Sim.

SPEAKER_00

A cama da minha filha tem um telhadinho, assim. Ela é coberta, tem um telhadinho. Então a gente colou, minha esposa colou um monte de estrelinha de planeta ali e tal, não sei o quê. Ficou. E aí era alguma coisa ali, né? Um atrativo pra aquilo acontecer. Beleza. Mas aí chorou. Não gostou da ideia, Gabi. Chorou.

SPEAKER_01

Que bom, né? Significa que não é um psicopata.

SPEAKER_00

Significa que tem compreensão do que está acontecendo. Que não gostou da ideia e que está se comunicando com você. Crianças se comunicam através do choro também. Adultos não se comunicam através do choro normalmente. Numa situation um pouco mais extrema. But a criança, ela usa o choro como form of communication.

SPEAKER_03

Perfeito.

SPEAKER_00

A criança não tem uma capacidade argumentativa desenvolvida a point of explicar com detalhes como ela está se sentindo, that's frustrada com aquilo, that's a situation confortável for that. So ela vai chorar. Não é um sinal de sofrimento, não é um sinal de que você está traumatizando aquela criança para a vida dela inteira. É um sinal de que ela entendeu que alguma coisa vai mudar e que ela não gostou. E o teu papel como mãe, como pai, é explicar, olha, isso vai ser bom pra você. Eu não vou te fazer passar por isso sozinho, mas eu vou te acompanhar, mas é importante que isso aconteça. Então é importante ter firmeza nesse momento. Eu, adulto, identifiquei uma coisa que precisa mudar. Nós vamos mudar, você precisa confiar em mim.

SPEAKER_02

E como lidar com o medo, né? Eu acho que isso também é importante. A criança, quando vai dormir no próprio quarto, a gente fala, ah, eu tenho medo do bicho papão, vai sair o monstro de dentro do armário e toda essa questão. E aí, pra lidar com o medo, o melhor é você comprovar que aquilo ali não existe. Quando a gente tá falando de criança, existe uma, e dependendo da faixa etária ali, 5, 4 anos, isso é muito confuso ainda, mas existe uma certa confusão do que é real e do que Que não é real, né? Do fictício e do real. E aí o nosso papel como adulto é mostrar o que é ou não. Então, ah, mas vai sair um monstro embaixo da cama. Você acende a luz, você vai, olha embaixo da cama junto com a criança e fala, não tem um monstro embaixo da sua cama. Não existe. Monstro não existe. Não é assim que funciona. E aí você vai. Eu gosto muito das frases. Você vai repetindo isso sempre. Aí você vai falar, não tem monstro aqui e a gente vai dormir. Não tem monstro aqui e a gente vai dormir. E até que a criança que isso internalize na criança. Então, lidar com o medo é trazer a realidade pra criança. A gente precisa colocar ela na realidade e essa é uma boa forma de você lidar com isso.

SPEAKER_00

Beleza. Beleza? Conhece?

SPEAKER_02

Foi.

SPEAKER_00

Vamos para o próximo?

SPEAKER_02

Segundo sinal.

SPEAKER_00

Seu filho não arruma mochila.

SPEAKER_02

Esse é claro, né? Esse é um sinal claro de que ele tem uma dependência mais do que necessária de você, desnecessária de você. Então, a gente vê muito aqui, gente. Se você é mãe, você sabe que você já justificou na agenda que ele esqueceu o livro porque você não colocou o livro na mochila.

SPEAKER_00

Tá, então, primeira coisa. No sono, a gente estabeleceu que o ideal é que a partir de um ano a criança comece essa movimentação.

SPEAKER_01

Sim.

SPEAKER_00

De acordo lá com a recomendação da sociedade de pediatria. Pode ser com um ano, pode ser com dois. Não deveria ser os 16.

SPEAKER_02

Não deveria.

SPEAKER_00

Então, em algum momento, ele entre. Uma boa regra de bolso é tem pelos, já passou do tempo. E a mochila? Com um ano já dá pra arrumar mochila?

SPEAKER_02

Não, né? Não dá.

SPEAKER_00

Tem que ser um pouquinho mais tarde.

SPEAKER_02

Mas com um ano dá pra arrumar brinquedo.

SPEAKER_00

Dá pra arrumar brinquedo.

SPEAKER_02

Quando faz a bagunça, é porque a mochila é uma característica e a gente vai falar da época da mochila. Mas para você chegar na mochila, você passa pelo brinquedo. Então, com um ano, não dá pra arrumar mochila, não precisa, não consegue, mas com um ano a gente consegue, depois que aquela criança brincou com o Lego, solicitar que aquela criança guarde o Lego. Ela vai guardar perfeitamente? Não. Ela vai separar por cores? Não. Ela vai botar do maior para o menor? Não. Mas ela vai.

SPEAKER_00

Vai demorar muito e eventualmente você vai ter que ajudar pra ser construido.

SPEAKER_02

Com certeza, com certeza. E aí você faz junto, e aí você tá construindo um hábito, né? Você tá construindo o hábito da ordem, né? A virtude da ordem. Pra você chegar na mochila. E aí a mochila não é pra ir pro radicalismo, eu sei, mas crianças de segundo ano precisam arrumar mochila sozinho, gente. Precisam. E aí eu tô falando de uma criança de 7 anos que já passou da idade, que tá ali na idade da razão, who tem plena consciência do que é importante. E aí uma coisa que vocês deveria pensar é o seguinte. O Luciano just one. Pensa numa coleira, né? Andrew, so it arrumar a mochila de uma hora pra outra. He não consegue arrumar a mochila if he don't have a aula do dia seguinte. Nós adultos organizamos minimamente as coisas para que aquela criança consiga agir sobre. Pode ser que esqueça alguma coisa? Pode. E se isso ficar frequente, isso é um sinal de que a gente precisa intervir. Mas capacidade para fazer, uma criança de 7 anos tem.

SPEAKER_00

Você já viu aquela lista de tarefas?

SPEAKER_02

Já.

SPEAKER_00

O pessoal põe lá as tarefas que a criança precisa fazer e tal. É muito legal ter um daquele pra mochila.

SPEAKER_02

Pode ser.

SPEAKER_00

Então você coloca lá in algum lugar onde ficam as coisas da criança, você coloca lá o horário da criança na escola. E você coloca também uma listinha. Você pode fazer isso pra criança no primeiro momento, depois ela faz ela mesma, você ensina como fazer. Hoje eu tenho natação. Então, eu sei que na terça-feira eu preciso levar roupa de banho, toalha, toca, óculos, o que eu vou usar na natação. Você coloca ali uma listinha de tudo que a criança usa na natação. E ela vai olhar a listinha e vai. Tipo, piloto de avião. Piloto de avião, toda vez que vai decolar com um avião, ele tem um checklist. Então ele pega lá o cartãozinho dele do checklist. É. Testar flap, testar não sei o quê, ver o combustível, ligar a bomba de não sei o que lá. Ele vai e faz aquilo. Piloto de avião não erra porque tem checklist, ele não guarda aquilo tudo na memória.

SPEAKER_01

Sim.

SPEAKER_00

Então, é um procedimento de segurança na aviação, mas que a gente pode roubar e a gente pode usar também.

SPEAKER_02

E aí dá pra ir progredindo isso, né? Falei, marquei o segundo ano ali, mas, por exemplo, dia de natação, dia que tem uma atividade extra, você pode fazer a mochila do extra e ele faz a mochila da escolaridade. Criança que é de integral, precisa lembrar ali da roupa, então você faz uma mochila e ele faz outra. A importância, a grande questão é, isso precisa acontecer. Só que não dá pra acontecer de uma hora pra outra. O que eu vejo muito é pai que faz a mochila até o terceiro ano, até o quarto ano, e no quinto de larguei.

SPEAKER_00

Mas isso é a tônica. Acontece em todas as séries com estudo, com boletim, com mochila, com um monte de coisa.

SPEAKER_02

Não funciona. Delargar assim não funciona. Então, a gente precisa, eu gosto muito do termo progressão, é porque faz muito sentido. A gente precisa ir subindo um degrauzinho de cada vez. E aí, esse degrauzinho de cada vez é. Hoje você vai fazer sua mochila e eu vou fazer a lancheira. Eu. Enfim, o que. Pra não cagar regra, podia falar isso? Pode, pode.

SPEAKER_00

É pra pais, não é pra crianças. Então, tá bom.

SPEAKER_02

Para não cagar regras, o que funciona dentro da tua casa. Às vezes teu filho fica na casa da avó e não dá, mas o que dá pra ele fazer? O que dá pra ele arrumar? Alguma coisa ele precisa. O que dá mochila é responsabilidade dele. E aí você vai aumentando essa responsabilidade conforme o passar do tempo. Um sinal de alerta é quando a escola sinaliza que essa criança está esquecendo muito material. E aí você volta, né? O termo que o Luciano também usa é vontade de auxiliar. Você está ali pra ajudar aquela criança. Se não tá fazendo sozinha direito, se não tá com essa autonomia, se não tá dominando aquela área, você volta. Ó, a gente faz assim, assim, assim. E aí você faz mais uma semana e deixa ele. É sentir aquela criança também. Se a gente volta a falar de temperamento, uma criança sanguínea vai tender a ser mais dispersa na hora de fazer isso, a querer botar o brinquedo junto, a querer. Depende, depende de como é o teu filho. Mas capacidade, se a gente tá falando de desenvolvimento, uma criança de segundo ano tem plena capacidade de organizar isso sozinho. Se não tá fazendo, é aquele sinal de alerta. Pô, então vamos tentar, vamos organizar pra que tente. Mas se uma criança de terceiro ano aí, você arruma tudo.

SPEAKER_00

Esqueceu a lancheira, não lembrou da cartolina para o trabalho. Eu vou sair correndo pra levar.

SPEAKER_02

Gente, se vocês olhassem o nosso grupo de secretaria daqui. Eu sou secretaria não, é de auxiliares. O tanto de coisa que chega ao longo da manhã, às vezes a criança chegou aqui às 7 horas, 7h15 tem. Livro do não sei o que. Calcinha do não sei o quê. Não sei o que. Muito. Você já reparou isso? Ah, você não tá no de auxiliares.

SPEAKER_00

Contou.

SPEAKER_02

Que bom.

SPEAKER_00

Eu vejo as pessoas chegando, às vezes.

SPEAKER_02

Trazendo, né? Então, assim, é constante. Vamos lá. O esquecimento foi seu, do adulto, né? E aquilo não era uma responsabilidade da criança. Eu acho que faz sentido você vir trazer, porque a responsabilidade não era da criança. Agora vamos lá, você tem bem definido que é o seu filho que arruma mochila. Você não precisa mais fazer isso. E ele esqueceu o livro, ele precisa arcar com as consequências do não fazer. A Mônica, professora do primeiro ano, fala isso, mas ela fala muito na cabeça dos pais. Because aqui ele não reclama de fazer trabalho, ele não reclama de fazer trabalho, Mônica. Não, faz tudo bem. Pô, em casa pra fazer o trabalho de casa é um saco. Mônica, deixa sem fazer. Deixa que eu cobro. Você não tá conseguindo encarar. Deixa que eu faço. Não fez o trabalho de casa, você vai arcar com a consequência da sua professora. E aí deixa a criança arcar com a consequência. Que vai ser a Mônica reclamar, vai tirar da atitudinal, vai perder o direito disso. Só que hoje em dia a gente tende a mascarar as consequências naturais para as crianças. Então eu acho que também não tem uma regra, tá? Pra isso. Ah, esqueceu, eu nunca vou levar. Não, não é nunca vou levar, mas pô, esqueceu três vezes o livro, esqueceu duas vezes, todo dia esquece.

SPEAKER_00

Eu sempre faço uma seninha, assim. Ih, vai ficar sem e tal. Quando dá, eu resolvo. Às vezes eu não resolvo. Porque na vida não é assim. Às vezes você deu um mole, esqueceu alguma coisa, às vezes você consegue remediar, às vezes você não consegue. Sim. Então, não tem problema. Agora, tá esquecendo sempre, é o que a Gabi falou, precisa rever o processo. Aquele processo não tá legal. Você não vai fazer isso na sua vida? Se você tá, sei lá, você vai pra academia depois do trabalho. Uma vez no mês você esqueceu o tênis, e aí você só tava com um sapato que você foi trabalhar e você fala, cara, hoje eu não vou poder ir pra academia. Agora, se três vezes de semana você esquece o tênis que você ia usar pra malhar, você precisa mudar alguma coisa na sua rotina, você precisa mudar alguma coisa no seu processo.

SPEAKER_02

Você esquece chave.

SPEAKER_00

Chave, né? Tinha que mudar alguma coisa.

SPEAKER_02

Sou muito ruim com chave, gente. Muito ruim, muito ruim. Eu tenho que mudar alguma coisa, realmente, na minha vida.

SPEAKER_00

Mas é por aí. Agora, aconteceu uma vez no mês. Acontece.

SPEAKER_02

É, não, acontece, acontece. E a criança entender isso, às vezes chega lá, ai tia, eu vim com esse tênis, mas eu queria ter vindo com outro. Gente, e aí não adianta ficar bravo com a gente. Tem coisa que a gente nem vai ligar. Porque faz parte que a gente dê esse limite pra criança. Porque se deixar eles querem ligar pra vocês pra qualquer coisa. Preguiça, nossa, né? É hoje que eu grito, né?

SPEAKER_00

Não custava nada.

SPEAKER_02

Fala, gente, não, tem coisa que o.

SPEAKER_00

A gente tá incomodado o dia inteiro com esse tênis que ele não queria estar usando.

SPEAKER_02

Não, não, não, gente. Tem coisa que a gente mesmo veta ligação. A gente fala, não, vamos lá, vai trabalhar com esse incômodo aí e tá tudo bem. Óbvio que tem coisa que tem que ligar, que faz sentido, mas é entender também, dar pra criança, isso é muito difícil, mas dá pra criança senso de prioridade. Eles não têm. A gente não tem, né, adulto? Mas eles não têm. Então é a gente conseguir dar pra eles aos poucos senso de prioridade. Falar, querido, seu pai trabalha em olaria, não tem como ele trazer pra você. Ah, mas eu moro aqui na esquina. É mais justo fazer com que a sua mãe saia porque você esqueceu o adesivo que você queria.

SPEAKER_00

Não é necessário.

SPEAKER_02

Não é. Então a gente dá esse senso. Então, arrumar a mochila, eu acho que é um excelente exemplo pra você entender se seu filho é dependente demais de você. Se você não arruma, ele não arruma. Então, precisa ajustar isso de alguma forma.

SPEAKER_00

Isso aí. Beleza. Vamos pro próximo.

SPEAKER_02

Próximo.

SPEAKER_00

Um sinal de que seu filho depende demais de você é que ele não fala com estranhos.

SPEAKER_03

E aí?

SPEAKER_01

Eu fiz esse silêncio propositalmente.

SPEAKER_02

Cara, esse é muito bom. Esse é muito bom. Por quê? O que é.

SPEAKER_00

Não pode falar com estranhos, é perigoso.

SPEAKER_02

Não, calma. Vamos lá. Não é perigoso falar com estranhos. A gente tem que... Acabei de falar, né? Prioridades e proporções pras crianças. Ninguém tá mandando você pedir pro seu filho abraçar qualquer um na rua. Ninguém tá mandando. Mas quando a gente coloca esse tópico aí, é no sentido de ele tem que saber agir com as pessoas sobre a sua supervisão. Eu já cansei de ver aqui dentro, tá? Vai lá na cantina comprar não sei o quê. Ah, não, não consigo, não vou. Não, vai lá na cantina comprar não sei o quê. No, não consigo. Aí a mãe vai lá, não sei se ela vai escutar isso, ela vai lá e compra. Não, cara, é uma criança grande, ele tem que conseguir ir na cantina falar com a tia da cantina que quer alguma coisa. Eu já intervi nisso com a sua filha, inclusive, in algumas situações. De verdade, ela falou, não, vai lá resolver você. Não consigo, não consigo. Vai lá resolver você, vai lá. O máximo que pode acontecer é você não conseguir e a gente tentar te ajudar. Mas dar pra criança essa responsabilidade, essa autonomia de resolver o que ela pode resolver. Não faça pela criança o que ela pode fazer sozinha. E aí o sozinha não é livre de supervision. O sozinha é com domínio daquela situação. São coisas diferentes.

SPEAKER_00

Eu já sofria muito com isso quando eu era criança. Traumatizei brincadeira. Chora, chora, chora. Minha mãe, às vezes, meu pai. Ah, hoje você vai conferir o troco aí, pede aí. E eu. Meu problema não era nem isso, meu problema é que eu não sabia troco direito aí. Fazer. Não conseguia fazer a conta rápido de cabeça. Não conseguia entender. Aquela história de me dá mais 5 que eu te dou 50.

SPEAKER_02

Menina, eu tremo até hoje. Fala isso pra mim não, que.

SPEAKER_00

Hoje é tudo no cartão. Hoje é mais fácil.

SPEAKER_01

É verdade.

SPEAKER_00

Quando eu era criança, a gente andava com dinheiro, ia na padaria com dinheiro. Imagina.

SPEAKER_01

É verdade.

SPEAKER_00

Que sofrimento ir na padaria com dinheiro. E aí eu ficava. But gente, in a long time in the life você vai precisar na padaria andar a seu picolé for you. In all the time, você vai precisar andar a remédio. Você vai precisar no mercado andas for a casa. So a gente tem que começar a ensinar as crianças tocan. Elles donnent depender the pai and the vida. Vai comigo? Você vai lá?

SPEAKER_01

Ah, vai.

SPEAKER_00

Agora a gente vai pagar o Duda. Agora a gente vai marcar o psicotécnico.

SPEAKER_02

A mãe na aula prática, agora não tem mais aula prática. Você sabia disso?

SPEAKER_00

Não sabia.

SPEAKER_02

Agora não tem. Eu acho que você só faz uma ou duas. Mudou o processo. Mas imagina, você na aula prática fazendo baliza e a tua mãe sentada atrás, teu pai sentado atrás do instritor ali.

SPEAKER_00

Não dá. Então, quando a criança quer suficientemente alguma coisa, ela precisa se mover pra que aquilo aconteça. Então, às vezes eu volto a pé com a minha filha, e ela fala, papai, compra pipoca. Eu falo, claro, filha, tá aqui o dinheiro. Vai lá, pede a sua pipoca. É normal, mas tem aquela criança que não cumprimenta os outros. Tem aquela criança que tá num ambiente with várias pessoas e ela fica agarrando a mãe, quase despindo a mãe, porque ela quer puxar a mãe, porque ela quer falar alguma coisa no ouvido da mãe, bem baixinho, pra mãe traduzir aquilo pro resto do mundo.

SPEAKER_02

Ah, mas, Luciana, a gente tem que respeitar, porque as crianças têm timidez, elas têm.

SPEAKER_00

Tem, e timidez é um dos principais sinais de imaturidade do ser humano. Então, o nosso trabalho é fazer com que essas crianças superem a timidez.

SPEAKER_03

Perfeito.

SPEAKER_00

E não dá pra. É igual vôlei, timidez é igual vôlei, tá? Não vai superar timidez lendo sobre timidez. Vai superar a timidez agindo no mundo. É por isso que tem apresentação no Dia das Mães. É por isso que tem espetáculo de dança. Porque uma das coisas que a escola consegue fazer pra dar ferramentas pra essa criança estar no mundo é que ela vai ter que apresentar um trabalho em grupo na feira de projetos. Ela vai ter que falar com quem passar ali na frente dela e vai ter que explicar o trabalho dela. Tem timidez? Tem timidez. É desconfortável, muitas vezes? É ultra desconfortável. Mas é um passo importante. Então, ah, ela só vê esse avô a cada seis meses. E aí ela não quer ir lá dar um abraço no avô.

SPEAKER_02

Eu não obrigo meu filho a falar com quem ele não conhece, não vê, não peça beijo para o meu filho, porque eu não vou. A gente cai em extremos, né?

SPEAKER_00

Você sabe quem é o avô do seu filho? Ele ou é o seu pai, ou ele é o pai do pai da criança. Então, ele merece. Ele merece pelo menos um.

SPEAKER_02

Não, mas não merece, porque eu estou tentando romper ciclos. É brincadeira, tá, gente? É só pra descontrair.

SPEAKER_00

Desculpa, eu ri de verdade.

SPEAKER_02

É só pra descontrair. É porque isso tem. O Luciano falou no início do podcast um negócio muito legal. É cair em extremos, cair em um. Ah, eu só faço isso porque fulano falou que não pode, a minha criança não pode ficar desconfortável. Não, eu faço isso, eu obrigo ela a falar com todo mundo também, porque eu vou num evento, numa festa, ela tem que beijar. Não, tá, calma. Vamos com proporção. Se você passa pelo porteiro, você não cumprimenta o porteiro? Por que você não ensina seu filho a cumprimentar o porteiro? Não necessariamente ele conhece. Eu vou em prédio às vezes, as pessoas não conhecem o porteiro, né? Mas oi, boa tarde. Aí por que seu filho não conhece, ele tem vergonha, você não vai ensinar ele a fazer isso? So eu acho que nesse ponto aí da autonomia, no sentido da criança depender de você, é que você tem que apresentar. A frase of Jordan Peterson bate in this episode. Nós precisamos simular a mão real fora. They have gente that concept and compliments, and a gentleman is educational. So we simulate this.

SPEAKER_00

Gente, se eu não me engano, 144 funcionarios and a galera here. Tem gente que é contratada pela coordenação de Fund 2, os professores de Fund 2. Quem entrevista, quem faz o processo seletivo é a coordenadora. Os professores de educação infantil e Fund 1, quem entrevista, quem faz a contratação é a coordenadora. O pessoal de secretaria, quem contrata é a Larissa. O pessoal que. Os estagiários que ficam fazendo mediação e tal, não sei o quê, quem contrata é a orientadora. Então, é normal eu passar por alguém na escola que eu ainda não fui apresentado. Não vou dar bom dia, não. Eu não conheço. Vou falar com essa pessoa, não. Eu tenho que falar com a pessoa, gente. Eu tenho que dar bom dia. Eu tenho que ser capaz de olhar pra. Opa, tudo bem? Bom dia. E aí, ó, Luciano, prazer. Eu não posso virar, ah, não, nunca vi, não vou cumprimentar, não.

SPEAKER_02

E fazer isso ensina as crianças também, porque tem um outro lado, né? Tem a criança que é muito expansiva, que vai pro outro, então tem que falar, eu vou abraçar qualquer um. Pipoqueiro, vou comprar pipoca e vou abraçar. Não, é uma oportunidade de você ensinar também essa criança, olha, tem gente que a gente conhece, tem gente que a gente não conhece, a gente faz assim, a gente faz essa. Oportunidades. Educar é aproveitar toda e qualquer oportunidade. Então, essa é uma excelente oportunidade de você ensinar pro seu filho como você fala com as pessoas, o que você fala com as pessoas, em que momento você fala com as pessoas. Então, se ele depende de você pra tudo, para comprar alguma coisa, para falar com as pessoas, às vezes dá recado. Cara, às vezes tem recado na agenda. Eu entendo, vocês mandarem recado, vocês são. A família é nosso cliente, né? Falando como escola, nenhuma criança tá pagando o boleto da escola, né? Pai que paga. Mas, gente, uma criança é capaz de. Se ela esqueceu alguma coisa, você precisa pelo menos tentar que ela busque no dia seguinte. Não funcionou? Você tentou algumas vezes, você manda. É uma garrafinha. Uma criança de quinto, sexto, sétimo ano precisa conseguir bater na porta da coordenação e ir atrás da garrafinha dela. Ah, Gabi, mas poxa, eu vou mandar pra lembrar. Tudo bem, eu entendo. Mas vê se você não está perdendo a oportunidade de fazer com que ele arque com as responsabilidades. Ele esqueceu, ele tem que ir atrás. É natural.

SPEAKER_00

Eu fui conhecer uma escola in 2019, lá em Cotia, São Paulo. Projeto âncora.

SPEAKER_01

Uh-huh, do Pacheco.

SPEAKER_00

Projeto âncora, foi criado pelo Pacheco. O Pacheco foi o criador da escola da ponte em Portugal também, que é uma referência in educação. E aí eu fui visitar o Projeto âncora, acho que foi in 2019. E cheguei lá. 2018 foi. Cheguei lá. Quem me apresentou a escola foram os alunos.

SPEAKER_01

Ah, que legal.

SPEAKER_00

Eles têm esse. Tem muita gente que vai lá, que pede para conhecer. Então, o que eles fazem? Eles selecionam sempre alguns alunos do projeto. E esses alunos recebem os visitantes e apresentam o projeto, falam de como é feito o trabalho lá, falam de como são as aulas, como é que eles usam os espaços. Muito legal, muito legal. E crianças de 13 anos. 12, 13 anos lá andando pra gente, mostrando, falando, ó, esse aqui é o professor Fulano de tal. No final, só no final, depois que a gente já viu tudo, a gente ia pra uma sala com um professor do projeto pra perguntar, pra tirar dúvida, pra entender certas dinâmicas lá. Mas você tem uma criança ali de 12, 13, 14 anos que consegue receber um adulto, dar boas-vindas, um estranho. E tinha gente estranha, né? Acredito. Tinha pessoas estranhas conhecendo lá. Consegue e consegue fazer, consegue conversar, consegue. Então, se a criança não consegue falar com ninguém, não consegue dizer, olha, estou incomodada. Tem que puxar você, tem que falar no seu ouvido pra você. Tem um problema aí, tem uma dependência excessiva aí que precisa ser tratada, precisa ser contornada.

SPEAKER_02

E aí eu vou falar no final que às vezes a culpa não é da criança, né? A culpa é do adulto. Mas vamos pro último tópico e depois a gente fala disso.

SPEAKER_00

Beleza, vamos lá. Seu filho depende demais de você se ele não te deixa escolher onde comer. Não te deixa escolher um restaurante. Não te deixa escolher onde sentar. Acontece muito.

SPEAKER_01

Muito, vai, fala.

SPEAKER_00

O que o filho come ali. The criança não aceitava nenhum prato instaurant. And a família vai, eles têm que levar a comida de casa.

SPEAKER_02

Ah, mas isso não é cuidado? No.

SPEAKER_00

But before that introduction alimentary, a crime comes to it, obviously. Dependent, if you can jantar in a restaurant Japanese and the kid not coming peix cru, it's comprehensive. Precisa do.

SPEAKER_01

I'm not sure if a memory me level and tivesse gostado, but the cabeça do gordo tava instalada desde pequena, porque eu comecei a comer muito pequena.

SPEAKER_00

I lembro que tem duas coisas que hoje eu gosto muito que a primeira vez que eu experimentei, I don't achei legal. One foi comida japonesa. Sério. Eu não achei bom. Eu já comi velho, já, há 16, 17 anos. E açaí. A primeira vez que eu tomei açaí, eu falei, putz, gorde de terra, negócio esquisito. Hoje eu amo açaí. Então foram coisas que eu precisei me habituar, era muito diferente do que eu tava acostumado. Isso é normal, isso acontece. E aí você pega uma criança de 7, 8 anos, vai ser mais difícil, é muito mais difícil. Por quê? Porque tem um paladar mais infantil, ainda tá na questão do doce salgado, gosta do que é muito doce, gosta do que é muito salgado, mas não gosta do que é amargo, não gosta do que é azedo, não gosta do que é pimentado. E tá tudo bem. A gente não tá no México ou na Coreia onde as crianças recebem balinha de pimenta com 3, 4 anos de idade. Então a gente tá no Brazil. A não ser que você esteja ouvindo da Bahia, aí eu acredito que, né? Enfim, coma pimenta desde o berço. Mas tirando essas exceções, olha, num restaurante normal, numa comida aquilo, num restaurante que serve pratos ali, mais ou menos ok. Ah, mas tem o molho, ah, mas tem o verdinho, ah, mas tem. Cara, tem uma pimenta do reino, assim, já não consegue, né? É complicado.

SPEAKER_02

É, a gente já pegou casos aqui da família ter que trazer, não trazer pra cá, porque a gente tem uma questão com a alimentação, mas tinha que levar pros lugares o arroz. Gente, arroz. Vamos lá. Ou tá empapado, ou tá no ponto certo, ou tá duro, mas é arroz. Então, um faz com cebola, outro faz com alho, mas é arroz. Então, é óbvio, tem as questões, existem crianças que têm a sensibilidade não, é. A parte sensorial, seletividade e. Ok, existem. Mas a gente não tá falando desses casos aqui. Não são esses, né? A gente tá falando da questão de você não ter a liberdade e a possibilidade de agir como adulto, como família, porque o seu filho é tão dependente de você que ele precisa ditar se você vai ou não num restaurante, porque ele não consegue comer o alimento que tá sendo oferecido ali. Pode traduzir pra outra coisa, porque ele não consegue ficar sentado porque não tem área kids, porque ele não. E aí pode ser qualquer outro modelo desse. A grande questão é o que a gente tá deixando de ensinar pra essa criança? Se vocês pararem pra pensar, a gente tá mostrando pra essa criança que tudo vai ser do jeito dela e para ela.

SPEAKER_00

Que o mundo precisa se adequar a ela.

SPEAKER_02

E não ela se adequar ao mundo. Tem uma outra frase do Jordan que uma vez que eu falei, isso não foi legal, mas eu vou explicar. Que ele fala que nós deveríamos criar as crianças, eu acho que é no mesmo capítulo do livro. Nós deveríamos criar as crianças para serem socialmente desejáveis. E aí, não foi legal because my feeling tem o jeito dele não se adequa. Vamos traduzir isso. Socialmente desejáveis. A gente convive in society. Conviver in society não significa gostar de todo mundo, não significa gostar de qualquer ambiente, não significa querer agradar todo mundo. Mas nós precisamos ensinar as crianças a agir dentro de um grupo, dentro da sociedade. Todas as vezes que a gente não faz isso, a gente está acabando com a possibilidade dessa criança interagir com as pessoas ando.

SPEAKER_00

É não permitir que outras pessoas olhem pro seu filho com desprezo.

SPEAKER_01

Boa, boa.

SPEAKER_00

Não porque a outra pessoa é má e ela tá diminuindo um indivíduo. Mas porque. Já aconteceu com você de chegar uma criança no parquinho, você fala, chegou o criador de confusão?

SPEAKER_02

Não, porque eu não faço julgamentos dessas pessoas.

SPEAKER_00

Você olha assim e fala, putz, vou tirar meu filho daqui. Vamos pra casa. Por quê? Porque chegou a criança desagradável, você olhou pra aquela criança com desprezo. Andere características que incomodam a gente andam o outro. Então when a gente fala do socialmente, as pessoas existem comportamentos that you are fomentando in your kid to protegê-lo, pra deixá-lo mais confortável, but that are transformando ele in alguien who is old with a certain desprezo, with a certain incômodo. So this is not jantar fora, because my filho só come arroz com ovo. I don't posso jantar fora, porque o meu filho só come carne mal passada, porque ele só come o arroz da vovó, porque ele só come o feijão batido. Isso é uma questão. And essa questão leva a gente até para um sinal bônus que não é só a questão da escolha do restaurante. São diversas escolhas. I don't posso fazer uma viagem de carro. Esses são sinais de uma criança que está sendo mimada. Perfeito. Que está se tornando excessivamente dependente da intervenção de um adulto para conseguir navegar no mundo. É uma criança que não vai desenvolver autonomia, é uma criança que não vai amadurecer. E aí esse sofrimento que você está poupando da criança agora, entre aspas, esse desconforto que você chama de sofrimento, vai se transformar num sofrimento muito maior. Vai se transformar naquele sofrimento de aos 23 anos o seu filho está pedindo para você ir com ele na entrevista de emprego. E esse é o problema, é isso que a gente está tentando evitar.

SPEAKER_02

Perfeito. Fugindo só, a gente depois passa pelos nomes de todos, mas eu queria só fazer uma observação that a gente aqui internamente conversa muito quando a gente está falando de amadurecimento e tal, a gente fala muito sobre as motivações, sobre o que motiva um comportamento. E aí eu queria que vocês pensassem das coisas que a gente falou aqui é o que motiva você, mãe, você pai a estar fazendo pelo seu filho aquilo que ele pode fazer sozinho? Às vezes é uma dependência do adulto, Luciano, e não é da criança. Às vezes não é a criança que tá pedindo, às vezes a criança tá clamando pra arrumar a própria mochila, às vezes a criança tá clamando pra ir no pipoqueiro sozinha, e o adulto não consegue fazer isso. Isso aí eu acho que é o mais difícil. Ah não, então beleza, agora eu vou lá deixar, agora eu vou, e você tá seguro, você tá olhando, observando, okay. But when it's adulto, que o adulto não tá conseguindo, I ask that de alerta, porque você precisa mexer em coisas suas, né? Então vale você rastrear e observar, ah, por que eu não deixo? Ah, porque o mundo é cruel. Ah, não pode andar na rua porque a violência hoje tá demais. I concordo, I entendo, e tá mesmo. But qual é o teu medo, qual é o teu receio? O que você pode fazer pra lidar com isso melhor? Você, e não a criança, não o adolescente, enfim. Então eu acho que tem muito disso também.

SPEAKER_00

Tem, tem bastante disso. I think a gente deveria abandonar mais as crianças. Andar causar o impacto, por quê? Because o normal era você, sei lá, uma família tinha vários filhos. So the foco de atenção ia se alterando. Você cuidava muito de um filho when he was pequenininho, aí nascia outro filho, esse filho você não largava, mas você já não conseguia dar tanta atenção. And o terceiro, ando normal, a gente evoluiu dessa forma. Hoje em dia o que acontece? Com a maioria dos casais tem um filho, às vezes dois, muito raro ter mais do que isso, você fica com aquela atenção concentrada numa criança por muito tempo. E aí eu quero dar o melhor para o meu filho, eu quero que o meu filho tenha todas as opportunidades, eu quero que ele tenha acesso, eu quero que. And aí na boa intenção, muitas vezes, acaba passando um pouco do ponto. And se criando essas dependências que a gente está falando. Imagina o seguinte, e aí a gente vai repassar aqui rapidinho os quatro. Que você teve um segundo filho. O primeiro vai continuar dormindo na sua cama. Não, porque agora você tem um outro bebê, você tem uma outra criança que você vai precisar amamentar, você tem uma outra criança muito pequena que você precisa dar mais atenção. Então, naturalmente, aquele primeiro filho, ele já vai precisar ser um pouquinho mais independente na hora de dormir. Imagina que se você tem três, quatro filhos, e aí você vai arrumar a mochila de todo mundo. Não, o mais velho vai arrumar dele. E muitas vezes o mais velho vai ajudar o mais novo. Então ele já precisa estar num nível de independência muito à frente. Tem aqueles vídeos que aparecem às vezes no Instagram da mãe de oito, que teve óctlos, e ela fazendo oito lancheiras, oito óptions. Olha, aquilo é difícil, gente. Muito. Então quando você tem a escadinha, quando você tem três, quatro filhos de idade diferentes, cara, o de oito tá ajudando o de seis.

SPEAKER_02

Com certeza.

SPEAKER_00

Já não é mais você que tá fazendo aquilo. Então o de oito tá fazendo o dele e ajudando o outro. Então essa coisa da mochila muda completamente. Quando você tem dois, três filhos, ele já tem que se desenrolar entre eles. Então, o fato de chegar num estranho, de chegar no pipoqueiro, o cara tá brigando pelo que é dele. Então, se ele tiver que chegar no pipoqueiro pra conseguir uma pipoca, ele vai no pipoqueiro, cara. Ele tem que se virar. Ah, vamos comer. É, vamos. Onde é que vai sentar? Eles já brigam, eu quero sentar aqui, eu quero sentar aqui. Eles já se resolvem muito mais. Um dos fatores que faz com que exista uma dependência é que a gente tem cada vez menos filho, a gente quer dar cada vez mais atenção, a gente quer ser cada vez mais o responsável pelo sucesso dessas crianças. Só que o sucesso dessa criança depende muito mais da autonomia que ela constrói, da habilidade que ela desenvolve para navegar no mundo, a competência dela para navegar no mundo, do que, propriamente dito, os atalhos que você vai criar para ela quando ela é pequena. Ela precisa estar bem informada aos 18 anos, 17 anos, para começar a fazer a própria vida. Então o processo de criação dos filhos não é um processo de superproteção até que a criança chegar aos 18 anos. É um processo de, aí com carinho, ir abandonando aos poucos, ir deixando a criança se virar para que quando ela chegar com 17, 18 anos, não seja uma pancada.

SPEAKER_03

Perfeito.

SPEAKER_00

Eu falo aqui para os meus alunos de ensino médio. Mas pra vocês conseguirem assistir uma aula na universidade. Por quê? Because na universidade, se você quiser sentar lá no boteco, depois da primeira aula, e virar cinco cervejas e não voltar pra segunda aula do dia, não tem inspetor, não tem Robson indo lá te chamar. Você vai ficar e ficou, parceiro. Perdeu a tua aula. Aqui não, aqui a gente toca sinal. Vamos voltar pra sala. Vai logo no banheiro, bebe logo água pra não pedir pra ir beber água no meio da aula do professor. A gente vai fazendo esse processo. Só que uma hora isso também acaba.

SPEAKER_01

Muito bom.

SPEAKER_02

A analogia foi muito boa da universidade. Eu acho que a gente tem que criar crianças. E aí eu gosto muito do termo, aprendi esse termo, é domínio. A gente precisa dominar áreas. A gente precisa saber sobre coisas. Nós fomos feitos para isso, para dominar. Para o domínio de circunstâncias e de coisas. Então deixa o seu filho aprender a dominar, arrumar uma mochila, a dominar.

SPEAKER_00

Pra gente fechar aqui, Gabi, olha só. Tem os quatro sinais, tô ferrado. Tudo junto? Vamos?

SPEAKER_02

Não, boa. Não dá pra equilibrar todos os pratos de uma vez. Então, escolhe uma coisa e vai nela até o fim. É o que a gente.

SPEAKER_00

Você viu aquele cara do circo, né? Que ele põe uma vareta e roda um prato, aí põe uma vareta, roda outro prato e põe uma vareta. Só ele. Roda outro prato, roda um monte de prato ao mesmo tempo, a gente fica rodando vários pratos.

SPEAKER_02

Só ele, quando você. Só ele, só ele. Só ele tem essa habilidade. O normal na nossa vida é estar meio, né, dando atenção pra uma área, não dando atenção pra outra, é não conseguir equilibrar tudo ao mesmo tempo. Então, na educação das crianças, não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. Não dá pra você querer. Como é o ditado? Assoviar isso pra cana?

SPEAKER_03

Ao mesmo tempo, exatamente.

SPEAKER_02

Não faço a menor ideia disso, mas não dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Então, escolhe um. Quando eu orientei essa mãe que eu falei do dormir sozinha, eu falei, ó, esse é o teu difícil. E vai nele até o fim. Ah, mas o escovar o dente também. Óbvio que você não vai deixar a criança não escovar o dente e não fazer as outras coisas. Mas você já tem um difícil estabelecido. Tirar do quarto não é fácil. Pra quem está no quarto até 10, 11 anos, não vai ser tranquilinho. Tudo bem, tua criança pode ser aí de um temperamento maneiro que ela vai ajustar rapidinho. Mas o normal não é ser fácil. Então, escolhe o teu difícil. Qual o prato que você vai rodar agora? Ah, o prato que eu quero é autonomia pra arrumar mochila e lancheira. Então, esse é o teu difícil. Então, quando esquecer o material, você não vai vir trazer. Então, escolhe e vai. Quando aquilo ali estiver bem estabelecido, o próximo hábito. Quando aquilo ali. O próximo, o próximo. E aí a gente vai construindo bem isso. Então rodar tudo não funciona. Escolhe o teu difícil aí. Não sei qual é a tua circunstância, mas escolhe um e ataca ele.

SPEAKER_00

E lembrando que não tem um guru em lugar nenhum que vai dizer. Tem que ser esse primeiro. Você conhece a sua casa, você conhece a sua família, você conhece a sua dinâmica, você sabe o que está incomodando mais. O que está mais difícil de lidar nesse momento é esse aí que você vai ajustar.

SPEAKER_02

Sim. Se ficou alguma dúvida.

SPEAKER_00

Deixe sua curtida, que você devia ter deixado no início, mas a gente não falou nada, deixe seu comentário.

SPEAKER_02

Boa. Cara, não custa nada curtir, gente. Um monte de visualização e as pessoas não clicam com você.

SPEAKER_00

O fato também põe um foguinho lá, põe um coraçãozinho. Um coração coreano que as crianças fazem.

SPEAKER_02

Curte aí, comenta, manda pra alguém que faça muito sentido, né? Às vezes tem gente aí que não conhece a gente e que isso pode fazer sentido pra ela, manda aí pra gente continuar trazendo bons conteúdos.

SPEAKER_00

Beleza.

SPEAKER_02

Obrigado.

SPEAKER_00

Hoje é só. Obrigado, Gabi. Obrigado, pessoal. Fiquem com Deus, até a próxima. Um abraço.