CP Cast
O CP Cast é o podcast oficial do Camões-Pinochio, uma escola comprometida com seus alunos e com suas famílias. Você pode esperar ficar mais inteligente e mais bem informado sobre o mundo da educação. Quase toda semana o Diretor Pedagógico, Luciano Nogueira, a Coordenadora Pedagógica Gabriela Rosa e também convidados especiais falam sobre suas experiências. Se você quer saber qual a melhor forma de educar o seu filho para que ele seja feliz e bem sucedido, este é o seu podcast. Você pode enviar as suas perguntas, sugestões e comentários para o nosso e-mail: cpcastperguntas@gmail.com.
CP Cast
Como tornar o quarto do seu filho um lugar seguro (Dicas Práticas)
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
O quarto do seu filho pode ser o local mais perigoso da sua casa. O conteúdo e as interações online precisam estar no foco dos pais. Você escolheu o título desse vídeo. Agora, continue participando da conversa nos comentários.
Neste episódio do CP Cast, a gente faz um alerta direto: o risco não está só “na rua” — muitas vezes está dentro do quarto, com a porta fechada e internet sem supervisão. Hoje, uma criança de 9/10 anos pode acessar “o mundo inteiro” pelo celular ou pelo computador, muitas vezes de forma anônima e sem mediação.
Falamos sobre os principais perigos desse cenário: cyberbullying (grupos de WhatsApp, comentários, chats de jogos), exposição a conteúdos impróprios (não só pornografia, mas também desafios perigosos, conteúdos de autolesão e transtornos alimentares) e o contato com desconhecidos em comunidades/jogos (Discord, Roblox, Minecraft) — inclusive adultos que se passam por crianças.
Também tratamos do que quase ninguém considera: o quarto pode virar isolamento social disfarçado de normalidade, e seu filho pode estar sofrendo ou até praticando agressões no ambiente digital. Por isso, a conversa vai para o prático: sinais de alerta (mudança de humor, “esconder tela/alt-tab”, isolamento, alteração de sono, queda de autoestima e silêncio) e um conjunto de regras simples para recuperar o controle sem paranoia.
📍 Camões-Pinochio — Freguesia (Jacarepaguá), Rio de Janeiro
🌐 www.camoespinochio.com.br
Começamos?
SPEAKER_00Começamos.
SPEAKER_02Mais uma edição do CPCast.
SPEAKER_00Meu nome é Gabriela Rosa.
SPEAKER_02Eu sou o Luciano Nogueira.
SPEAKER_00Luciana é diretor do Calões Pinóquio.
SPEAKER_02Gabriela é diretora pedagógica do Calon Espinóquio.
SPEAKER_00Bem-vindo.
SPEAKER_02Bem-vinda, tudo bem?
SPEAKER_00Tudo bem. Você é direta.
SPEAKER_02Bora. Rápido. Vamos. Hoje é com pressa, tem horários.
SPEAKER_00É verdade. Vamos lá. Qual o cômodo mais perigoso da sua casa?
SPEAKER_02Caramba, a maioria das pessoas ia pensar na cozinha, né? Tem faca, tem fogão.
SPEAKER_00Não, eu me queimei, inclusive, eu me queimei esses dias. E não foi no fogão.
SPEAKER_02Mas foi na cozinha.
SPEAKER_00Foi na cozinha porque eu passo roupa na cozinha.
SPEAKER_02Mas é aí que a gente erra, né?
SPEAKER_00Por quê?
SPEAKER_02Porque muitas vezes o cômodo mais perigoso da sua casa é aquele que você decorou com carinho, fez com esmero, preparou pra receber aquela preciosidade que é o seu filho, né?
SPEAKER_00Ou seja.
SPEAKER_02Ou seja, a gente tem que tomar cuidado com as portas fechadas, com os segredos, com as coisas que acontecem de madrugada, entre quatro paredes.
SPEAKER_00Andar de madrugada, né, Luciano? Acho que a gente pode falar ao longo do episódio que qualquer hora é hora se essa criança orse adolescente está sozinho no ambiente. Então, acho que o alerta maior é esse, né? Pode ter um horário mais fácil de acesso, mas qualquer momento é momento, né?
SPEAKER_02Esse é o episódio que eu acho que toda mãe precisa ouvir até o final.
SPEAKER_00Com certeza.
SPEAKER_02Então, se você está interessado nesse assunto, deixa a sua curtida aí, faça seu comentário, faça sua pergunta, sugira novos temas.
SPEAKER_00Mande pra pessoas que têm filhos.
SPEAKER_02Mande pra pessoas que têm filhos, porque você pode estar ajudando alguém, você pode estar salvando uma vida.
SPEAKER_00Beleza, vamos lá.
SPEAKER_02Vamos lá.
SPEAKER_00Por que o cômodo mais perigoso não é a cozinha? Vamos começar por aí.
SPEAKER_02Porque muita coisa hoje é diferente da época que eu era jovem, que você era jovem, que quem está ouvindo aí a gente era jovem. Quando a gente era criança, o quarto era um lugar de brincar, de legibir, de jogar jogo, de ficar ali embaixo da coberta, brincando de forte, de casinha, de tenda.
SPEAKER_00Fazer cabana com lençol, né?
SPEAKER_02E a gente tomava bronca porque estava no videogame até tarde, porque estava assistindo filme da sessão coruja e tal. Andou, né? Hoje uma criança de 9, 10 anos tem acesso ao mundo de dentro do quarto dela.
SPEAKER_00Através do aparelho telefônico.
SPEAKER_02Através do computador, através do celular, através da internet, in modo geral. Você tem um aparelho ali que conecta você tocar the world. Sem um filtro, sem a supervisional, sem a mediação. And tá ali na mão, tá ali na mão, pertinho do rosto ali.
SPEAKER_00I think cabe até a gente falar que hoje mostrais se preocupam, eu escuto muito isso, né? A gente atendeu uma familia this semana falando sobre deixar a criança sair sozinha da escola. Ai, poxa, só vai atravessar a rua. Então, as vezes a gente acha que de facto existe um perigo, que o perigo está fora de casa, que o perigo está na rua, na violência, porque hoje está demais mesmo a violência. And a gente se preocupa e coloca todas as energias para isso. A gente olha para fora ao invés de olhar para dentro e para coisas que podem estar acontecendo muito mais próximas do que a rua que você instrui. É engraçado pensar que todo pai, toda mãe, vai falar para atravessar a rua você tem que olhar para os dois lados. Não fale com estranhos, a gente falou isso no último episódio.
SPEAKER_02Não fale com estranhos. Ou fale com estranhos.
SPEAKER_00O fale com estranhos. Escute o último episódio.
SPEAKER_02Tem que voltar um episódio pra entender.
SPEAKER_00Pra entender. Mas não fale com estranhos, não dê seu endereço, não dê seu telefone, esse tipo de coisa. Então, existe sempre uma orientação do adulto pra coisas que são externas, pra coisas do lado de fora. E aí eu me pergunto, né? Se esse mesmo pai que fala, olha pros dois lados pra atravessar a rua, quando dá um telefone no celular, fala, não faça isso no telefone, não abra esse tipo de conteúdo no celular.
SPEAKER_02Com certeza. Até porque mostra in the rule, your kid is with a colleague, there's alguien. The rule, for example, with certain, principally in city grand, is movement, done to gritty, a lot of things. Dentro do quarto, swi-fi, sans supervision, is perigoso than in the rule, because no one is.
SPEAKER_00What the porta of the quarter has to do with this?
SPEAKER_02So there is much, there's a discussion that I asked me idiota about the question of privacy of the privacity. Privacity is a cool that conquista no way that you conquist liberdess. Ou seja, with responsibility no one has liberty, with responsibility there privacity. A criança precisa do your away, so after, the privacy delays are relative. Obviously, you could decide a criança de 7, 8, 9 anos tomate banho sozinha? Pode, deve. A criança de nove anos tem que estar tomando banho sozinha. Ela tem que ser autônoma para tomar o banho dela. So ninguém precisa ficar ali no banheiro olhando para ela. When ela for fazer xixi, when fazer cocô, ah no, I prefer fechar a porta. Tudo bem. But interagir socialmente com estranhos ainda não é algo que pode estar sob a responsabilidade de um menino, de uma menina de 9, 10 anos. And this moment a privacidade não se aplica. Não deve haver privacidade.
SPEAKER_00And for these other circumstances, for the use of telephone, for the use of computers, for the use of tablets, digitals, germans peca nisso. A gente asked that crime, and the term that is real digital, but the question is precisely instruction, they are under supervision constantly. One of the analogia pergunta se a mãe, se o adulto sozinha in a rodoviária. Você deixaria seu filho sozinho in uma rodoviária para escolher o ônibus que ele ia pegar para ir para algum lugar? E é de fato, o que a gente está permitindo que essas crianças tenham acesso tão precocemente, né?
SPEAKER_02Vai o direto agora. O que acontece com essa porta fechada? What are the risks? Primeiro risco, vamos lá. Vamos falar direto de cyberbullying.
SPEAKER_00Tá.
SPEAKER_02Onde acontece o cyberbullying, Gabi?
SPEAKER_00No ambiente digital.
SPEAKER_02Grupo de WhatsApp tem cyberbullying?
SPEAKER_00Com toda certeza.
SPEAKER_02Sessão de comentários do Instagram tem cyberbullying?
SPEAKER_00Com certeza.
SPEAKER_02TikTok tem cyberbullying? Sim. Então, gente, todo aplicativo. No chat do joguinho. No chat do Roblox tem cyberbullying? Com certeza. Também. Então, todo ambiente digital onde não existe uma regulação, não existe uma moderação, pode acontecer e normalmente acontece. So que a gente vê aqui na escola? Ali pela metade do Fundamental 1, as crianças começam em peso a ganhar telefone celular dos pais, dos tios, dos avós, e aí se cria um grupinho de WhatsApp da turma. Seis meses depois, três meses depois, dois meses depois, tem uma mãe mandando bilhete na agenda, falando o coleguinha do meu filho, xingou ele disso, disso, disso, no grupinho. Tudo bem, a escola vai ter um papel de te ajudar a mediar isso. But você precisa entender que isso só pode acontecer se ele estiver nesse ambiente.
SPEAKER_00Com certeza.
SPEAKER_02Então ele posta alguma coisa no Instagram, ele comenta alguma coisa no Instagram. Alguém vai ler e alguém vai responder.
SPEAKER_00Você falou de cyberbullying, cabe a gente só fazer um parênteses, a gente já falou isso outras vezes, mas explicar para as pessoas o que é o bullying. O ambiente do cyberbullying seria o ambiente digital, onde a criança está com esse acesso digital. But a gente precisa também entender o que seria o bullying.
SPEAKER_02O bullying é uma agressão, uma intimidação reiterada, ou seja, repetida, ele acontece várias vezes, onde não há uma mediação de uma autoridade, não há intervention, no caso das crianças, de um adulto com autority in a ambiente. So when a gente está falando de bullying no ambiente escolar, o que acontece? Acontece de uma criança agredir, intimidar, ameaçar outra criança várias vezes sem a intervenção de um adulto.
SPEAKER_00E com intenção, né?
SPEAKER_02E com intenção. No, isso é um conflito, isso é uma desavença, isso é uma disputa entre crianças, é um mau comportamento. Se a escola age, se a escola sinaliza, se a escola pune esse mau comportamento, o que acontece em 99% dos casos é que esse comportamento cessa. E cessa também a ameaça de bullying. Se a escola se omite, se a escola não faz nada, se a escola tenta apenas contemporizar porque não quer perder o aluno, não quer se indispor com a família daquele menino que xingou, daquele menino que agrediu, a escola está abrindo as portas para que o bullying aconteça. So a escola permite e isso se repete, então existe a intenção, existe a ameaça, intimidação, agressão, existe a omissão, existe a repetição, isso é bullying, definitivamente. E o bullying no ambiente escolar, ele é complicado de se lidar no sentido de que a vítima é vítima e normalmente o agressor é vítima. Porque pensa bem, é uma criança que está realizando uma agressão, que está perpetrando uma agressão. Existe um desvio de conduta naquela criança. Esse desvio de conduta tem motivo. Normalmente existe um trauma, normalmente existe um sofrimento ali subjacente naquela criança que está agredindo. Então a gente tem que agir nas duas pontas. A gente tem que proteger quem está sofrendo a ameaça, intimidação, agressão, mas a gente vai precisar intervir também em quem está agredindo, porque tem um problema ali que a gente precisa tratar e resolver. Não é só conversar com a família de quem xingou para punir quem xingou, mas é entender por que está xingando, entender se está havendo um problema naquela casa, se está havendo um caso de abandono, se está havendo um caso de abuso, para também intervir ali. É uma criança em sofrimento também. Não é um comportamento normal e esperado de uma criança agredir reiteradamente, com intenção, outras crianças. Isso deveria ser óbvio, né? Mas óbvio. Falei óbvio várias vezes. Quando acontece com alguém próximo à gente, o primeiro sentimento revolta. Mas a escola tem que ter essa capacidade de manter uma certa imparcialidade ali e ajudar os dois lados.
SPEAKER_00No, e agir, né? Eu acho que o principal que você falou, né? A atuação do adulto, a atuação da autoridade. É agir, é entender as circunstâncias, a gente fala isso muito aqui. O que aconteceu, né? A agressão do bullying, se for o bullying, se for reiterada, ela é o que a gente chama comumente de a ponta do iceberg. Tem alguma coisa acontecendo ali que a gente precisa conseguir atuar, que a gente precisa conseguir mexer. E aí, quando eu digo a gente, é nesse caso do bullying, eu não tô botando cyberbullying, família e escola. Eu entendo a preocupação, e aí voltando pro cyberbullying, eu entendo a preocupação dos pais, a gente já recebeu, eu não sei se eu já dei esse exemplo aqui, isso foi esse ano, eu acho, a gente já recebeu mensagem antes das aulas começarem de famílias preocupadas, porque o grupo do WhatsApp estava com crianças novas. Olha isso, as aulas ainda não tinham começado. Os alunos novos já estavam inseridos no grupo e já havia. No grupo das crianças, e já havia um conflito, um confronto, e a família veio sinalizar a escola. A família está errada de sinalizar a escola? Não, a família não está errada de sinalizar a escola. Mas o que a gente precisa entender é que existe uma lei que não pode telefone celular dentro do ambiente escolar. Então as crianças não estão com o telefone aqui dentro. Ah, Gabi, mas o cyberbullying pode sair do ambiente digital, né? O bullying pode sair do ambiente digital e ir para o ambiente físico, para a escola, por exemplo. Pode, faz sentido vocês alertarem. Mas aí a minha angústia e a minha pergunta em relação a isso pras famílias é o que você está fazendo para. A gente vai atuar aqui para conter o físico, né? Pra impedir, pra agir. O que a gente está fazendo para conter o digital? Quais são as ações que os adultos precisam ter pra que isso não aconteça? Ou para quando acontecer?
SPEAKER_02Nesse caso aí, a gente vê uma pressa muito grande pela socialização. E a gente sabe, gente, que é muito mais fácil hoje a gente arrumar uma briga no Twitter do que presencialmente. Então, se a gente sabe que aquelas crianças vão se encontrar, principalmente no ambiente escolar, deixa elas se encontrarem primeiro, deixa elas terem a primeira aula de educação física, deixa elas participarem de uma semana de hora do recreio, depois coloca os novos no grupo. É muito mais fácil o relacionamento entre aquelas crianças começar bem no presencial do que no virtual. Deixa elas se conhecerem primeiro, brincarem juntas, depois a gente coloca no grupo. Porque a grande diferença do bullying para o cyberbullying é que no cyberbullying normalmente não existe a presença do mediador. Não existe alguém ali no meio. Não existem adultos no grupo de WhatsApp, muitas vezes. Muitos pais olham o Instagram dos filhos e controlam o Instagram dos filhos. Outros não olham. Quando seu filho posta, sua filha posta uma dancinha no TikTok, de repente o comentário que vai começar essa onda, essa coisa, vem muito rápido, it's muito instantâneo. And the criança não vai te contar because vergonha. If alguien fala mal the criança, if alguien xinga a criança, if alguien fez alguma coisa para deixar aquela criança envergonhada, constrangida com the comportamental, and that will contemplate. So deixar uma criança sem supervision in a rede, in a job, in a group, is good. So the most efficient is a gente prevenir.
SPEAKER_00As crianças tendem a esconder certas situações que acontecem, seja por querer se proteger, seja porque acham que eu já ouvi muito, ah tia, não, não vou falar não, porque fulano vai ficar chateado comigo, não vou falar porque fulano falou pra eu não falar. And quando isso acontece no ambiente digital, é muito mais difícil da gente adulto chegar. A gente olha para as crianças, para as interações. Então quando você vê que fulano não está mais no grupinho do ciclano brincando na hora do recreio, você, ué, mudou o lugar na sala. Ué, tem alguma coisa ele. Como é que você faz isso no telefone? Já aconteceu muito. Isso é retrato de ano passado ou ano retrasado. Ah, temos o grupo da turma. Ah, fulano brigou com o ciclano, sai do grupo da turma. É excluído do grupo da turma. Quem detém esse poder do tirar, do colocar? Então, eles criam conflitos que eles ainda não têm capacidade de resolver. E aí, necessariamente. Às vezes não é nem o bullying em si, mas são conflitos que eles não sabem resolver e eles resolvem bloqueando, tirando, excluindo. Isso também é um caso preocupante. Isso também é uma coisa que afeta aquela criança que está sendo retirada, que está sendo tirada. Então, no ambiente digital, a minha grande também preocupação é, às vezes, é um movimento muito silencioso.
SPEAKER_02Muito silencioso. E além de ter essa questão do cyberbullying, tem um segundo problema.
SPEAKER_00Diga. Estava falando isso ontem com uma pessoa aqui na escola.
SPEAKER_02And when a gente fala de conteúdo impróprio, normalmente a primeira coisa que passa na nossa cabeça é pornografia. Só que além de ser muito diferente da nossa época, porque para conseguir uma Playboy tinha que pedir para alguém, tinha que ficar amigo do dono da banca, tinha que dar um jeito, pra arrumar uma fita top filminha lá educativo era complicado. Hoje em dia, três cliques. But the problema do conteúdo impróprio não é só a pornografia. A pornografia é muito ruim, a pornografia vai fazer mal para aquela criança, para aquele adolescente, but in muitos casos o efeito da pornografia demora para aparecer. A gente está falando não só disso, a gente está falando também de conteúdos que glorificam autolesão, conteúdos que geram ou que incentivam transtornos alimentares. E a gente está falando uma coisa que é muito comum hoje em rede social, que são os desafios.
SPEAKER_00Alguma coisa na internet desafiaram aquela criança.
SPEAKER_02Exatamente. Eu lembro de um, de uns anos atrás, que era lá nos Estados Unidos. Já tem aqui no Brasil aqueles negócios de botar na máquina de lavar, que vem sabão, amaciante, tudo junto no mesmo pod, que era o cara mastigar um pod daquele.
SPEAKER_00Nossa, eu não vi.
SPEAKER_02É, tem um tempinho, é o Tide, né? Que vende lá nos Estados Unidos.
SPEAKER_00Inclusive, bom a beça, gente, pra máquina de lavar. É pra comer não, né? Pra comer, não.
SPEAKER_02Pra comer, não. Tinha o negócio da baleia azul há uns anos atrás, que a criança tinha que fazer um monte de coisa perigosa e tal. Então, não é só. Tem a pornografia, tem a pornografia. Mas hoje a gente vê adolescentes que se arranham, que se cortam, a gente vê adolescentes que estão apresentando anorexia, bulimia, transtornos alimentares. And esses desafios acontecendo. Sochada, você tá permitindo que esse acesso aconteça. Ah, mas eu vou pegar porque eu sempre olho, mas já viu.
SPEAKER_00The assunto de ontem.
SPEAKER_02Mas já foi exposto.
SPEAKER_00Era justamente sobre isso. Tava falando, é uma criança mais velha, adolescente. A grande questão é essa. Falei, cara, é impossível você achar que não vai ver pornografia. Ah, mas não, não vai. Cara, é muito difícil, muito difícil. A grande questão é, e aí pode ser a pornografia, pode ser o desafio. Pode ser tudo isso que o Luciano falou. A grande questão é o que essa criança vai fazer ao ser exposta. Porque existe uma diferença muito grande da criança que é conduzida, que teve a educação necessária para quando tiver acesso, seja pelo amigo que está usando o telefone do lado dele, seja pela visita na casa do amigo que foi para o quarto e aquela família permite que eles fiquem no quarto, enfim. Isso aqui eu sei que a força necessaria para sair da situação que muchas vezes o adolescente não tem, but that if a gente de uma maneira intencional, aquele acesso would not be prejudicial. Aquela visualização would not be prejudicial. So the access, talvez quando vai ter acesso, and o que vai fazer com isso. De que formate a criança vai agir com isso. So I think the pergunta que vocês pais deveriam se fazer is como eu vou lidar quando meu filho me trouxerar esse tipo de situação, quando ele falar sobre isso. So preparar o terreno é muito importante. Ao invés de ficar, no meu filho não vai fazer, meu filho não tem como ter acesso, não dá, não dá. Aí já era. Aí você deixa de educar e quando acontecer, ele vai estar. Pode ser que ele se afunde, pode ser que seja prejudicial e tarde demais, né?
SPEAKER_02Com certeza. Aí tem um terceiro problema da porta fechada, que é o que a Gabi falou da rodoviária, é o contato com desconhecidos. So jogos online, Discord, Roblox, Minecraft são comunidades onde adultos, às vezes se apresentando como adultos, às vezes se apresentando como crianças, podem interagir com seus filhos. Podem estar ali naquele ambiente, as vezes se passando por uma menina de 12 anos and um cara de 45, às vezes falando que é um adulto mesmo, and come a perguntar da vida do seu filho, da rotina do seu filho, da sua vida, da rotina da sua casa, tentam marcar encontros presenciais, tentam pedir informações, tentam pedir fotos, tentam pedir vídeos com a habilidade demoníaca, com habilidade diabólica de convencimento. To se passar por um coleguinha, de se passar por uma criança da mesma idade. Ah no, vou te mandar a foto minha, me mandou uma photo sua, and blah, blah, blah. E o chat do jogo online, e o Discord, os outros locais onde essa interação pode acontecer.
SPEAKER_00Eu tenho angústia real with this. É um tema que me apavora um pouco porque assim, I ask that nenhum adults, nenhum pai, nenhum educador quer que aconteça nada com uma criança nesses moldes aí. Então, assim, eu me choca. Ano passado, ano retrasado, a gente estava conversando, não sei se foi para gravar algum episódio, não lembro. E a gente estava falando sobre as contas, né? A gente descobriu alguma coisa sobre outra conta no Instagram que os adolescentes têm ou tinham. Não sei se isso já caiu de moda, que era o Dix.
SPEAKER_02É o Dix ou o Daily?
SPEAKER_00Daily, Daily também. E aí eu já ouvi de pais, não, não, porque eu tô no Instagram do meu filho, eu tenho o acesso do Instagram do meu filho. E aí, na verdade, aquela criança tem uma segunda conta, que é ali que ela posta, e aí, ah, mas só tem os amigos na segunda conta. Ah, mas é nessa conta que ela posta a foto de toalha, nessa conta que ela posta onde ela tá, o que ela tá fazendo, enfim. Então, às vezes a gente tem adulto a falsa sensação de controle, né? O Roblox, eu tô entrando nisso porque o Roblox muda toda hora, toda hora eu vejo uma notícia. Ah, o Roblox mudou as regras de privacidade do não sei o quê. O Roblox agora não pode mais chat, não sei o quê. E aí eu já conversei com muitas mães. Não, você viu agora que mudou? Querendo validar, né? Validar.
SPEAKER_02Não ficou bom, não ficou seguro. Não adianta.
SPEAKER_00Exatamente. Querendo validar isso. Não, mas o Instagram é logado no meu celular. Não, mas o Roblox mudou as regras de privacidade. Mas se você precisa usar o mais, é porque o antes já não está muito adequado, muito bom. Então é. Sei lá, tem tanto conteúdo na internet. A gente está aqui gravando um podcast com certeza.
SPEAKER_02Continua sendo rodoviária?
SPEAKER_00Continua sendo a rodoviária, obviamente.
SPEAKER_02Continua sendo rodoviária.
SPEAKER_00Obviamente.
SPEAKER_02O Roblox continua sendo rodoviária, botaram um policial a mais lá. É só isso.
SPEAKER_00Que não garantir nada, né?
SPEAKER_02Absolutamente nada.
SPEAKER_00Não tem garantia de nada.
SPEAKER_02Zero. Zero.
SPEAKER_00Cara, é muito surreal.
SPEAKER_02Gente, as plataformas dizem o que elas querem da gente. O Roblox quer que todo mundo fique ali o dia inteiro jogando jogo. Quanto mais restrição ele colocar, quanto mais ele desagradar os usuários de uma forma geral, menos gente vai jogar. Então ele vai fazer o mínimo, mínimo, mínimo. Eles só fizeram alguma coisa because estavam sendo extremamente criticados pela passividade, pela complacência, pela conivência com os crimes que estavam acontecendo ali dentro. And as críticas diminuírem um pouco. Eles não estão preocupados com a segurança do seu filho, não é essa prioridade deles, andar para confiar.
SPEAKER_00And it's querer que o outro governe as suas decisões, né? Isso é muito perigoso, né, gente? I literally mãe following that celular na escola. It's because you don't consegue the telephone to your feeling.
SPEAKER_02You're constranged, no mimic. You told me a podcast ontemana jarregui, I was.
SPEAKER_00Ouvi no meu treino também.
SPEAKER_02E aí ela tava falando: tem criança que fica um tempo na tela e fica tudo bem. Tem criança que não fica. A grande questão é por que seu filho tá na tela? Porque é um momento lá de família? Ou é porque você não está afim de tomar conta. Então, por que você quer. Ah, por que ele tá no Roblox? Por que ele tá no Discord? Por que ele tá no Minecraft? É porque é um horinha ali no dia de lazer jogar um jogo, ou é porque ele fica quatro horas e são quatro horas que você pode sair, ver uma série e tal. Se for, tá errado.
SPEAKER_00Voltando a falar do quarto, né? Da porta.
SPEAKER_02Vamos lá que tem mais duas coisas que vocês estão.
SPEAKER_00Tem mais duas, então vai, vai, vai que eu volto depois.
SPEAKER_02Esse aqui eu acho que é o seu preferido.
SPEAKER_00Ai, meu Deus.
SPEAKER_02Que é o isolamento social disfarçado de normalidade.
SPEAKER_00Normalidade, adoro. Ultimamente eu tenho falado de normalidade. É. Peraí, só pra não esquecer.
SPEAKER_02É aquela criança que tem alguma coisa errada. Ou ela tá naquele vício de dopamina, ou ela tá se sentindo ansiosa, ou ela tá se comparando. Anda is ficar no quarto. É ficar in silêncio. Só que ela não tá ali porque ela tá cansada, ela não tá ali porque ela precisa dormir. Ela tá ali porque ela tá se escondendo.
SPEAKER_00Tudo comunica, né, gente? O Luciano vai saber de cabeça, porque a cabeça, o cérebro dele decora. What is the linguagem corporal, o corpo fala tantos percent, a comunicação?
SPEAKER_02A linguagem verbal is responsible for 7% of the communication. 93% of our communication acontece in form non-verbal.
SPEAKER_00And aí, o que eu queria falar sobre isso é tudo comunica. Então, aquela criança que mudou o comportamento, que tem um comportamento, tinha um certo tipo de comportamento e passa a ficar mais no quarto, e passa a não conversar mais, e passa a não querer. Isso é um sinal, isso é um alerta. A gente precisa estar atento aos comportamentos das crianças. A gente às vezes fica em recreio, ou na hora da entrada, o Luciano fica muito na hora da entrada, and a gente vê as crianças, o que eles fazem. Existe o grupinho que gosta de desenho, existe o grupinho do não sei o quê, existe a criança que fica sozinha. Andar é passo necessário para a gente poder agir, para a gente poder. Observar o comportamento do seu filho. Ah, o filho não quer mais assistir nada com a família na sala. Troy não aceita mais sair, só quer ficar... Isso, ele tá te comunicando alguma coisa, seja que está sofrendo algum tipo de exclusão, de bullying, de qualquer outra coisa, seja porque está com a autoestima baixa, seja porque, não sei, alguma coisa ele está tentando comunicar. E a gente precisa estar atento. E a gente só está atento quando a gente observa, quando a gente está prestando atenção no que eles estão fazendo. Então, é observar comportamento.
SPEAKER_02Sem dúvida. Até porque agora a gente vai falar do quinto problema da porta fechada. E o quinto problema é seu filho praticando bullying. He would be the agressor. He would have a contact. Vamos lá. Ah, but Instagram is logado no meu celular. Você acha que seu filho não é capaz de criar um Gmail por conta própria e abrir uma outra conta de Instagram?
SPEAKER_00No, até porque se ele não for capaz, tem também alguma coisa errada, observação.
SPEAKER_02Também não pode deixar usar a internet. Porque, gente, é feito para qualquer um conseguir. Existe essa ilusão de que, não, olha, criança inteligente, já mexe no celular. O celular é feito para pessoas com key limítrofe conseguirem usar. Então uma criança de 10 anos, se você deixar ela tempo suficiente, ainda com o YouTube, ainda com os colegas ensinando, ela vai arrumar um e-mail, ela vai criar uma outra conta. Você não vai achar essa conta, porque não vai ter o nome dela, não vai ter o e-mail que você tem. E essa criança pode estar nessa conta, sofrendo agressão ou praticando agressão. Sim. Não tem jeito. E não é no intuito de emocionar, de assustar, não. But é pra gente perceber os riscos. É pra gente perceber que se deixar ficar tarde demais, aí a culpa é pior. E aí, ah, por quê? Como é que eu não vi antes? A porta estava fechada.
SPEAKER_00Relacionando a porta fechada, era o que eu ia falar antes, tem um cara que eu sou muito fã e ele fala sobre isso, né? Tinha uma live que ele tava fazendo, conversando sobre isso com as pessoas, e ele falou, ele falou, cara, se tiver que arrancar a porta do quarto, você arranca a porta do quarto e não tem mais porta. Simplesmente não tem mais porta. O tempo de presença tempera as crianças. Isso quer dizer que o tempo que seu filho passa com você, você tá ensinando coisas a ele. O tempo que seu filho passa na rede social, trancado dentro do quarto, ele tá longe de você, então não é você que está influenciando. É alguém. É o Roblox, é o cara do YouTube que joga Roblox e fica olhando. Eu tenho um apavoro disso, gente. A criança assiste alguém jogando. Não é pra aprender nada. Não é assim, ah, não, porque tem um macete. Na minha época do The Sims tinha, né? Qual o macete que você tem pra. Não. Ele assiste o outro, é passivo, mais do que uma atividade de. Você fica lá vendo o outro jogar o jogo que está queimando a cabeça da sua criança.
SPEAKER_02É só dopamina. Não tem nada ali. É só.
SPEAKER_00Caraca, isso é muito ruim, gente. Isso é muito ruim. Mas enfim, aquela pessoa que tá ali com o teu filho passando meia hora naquele vídeo, ela tá educando ele de alguma forma. Aquela criança está sendo temperada por alguma coisa, de alguma forma.
SPEAKER_02Forma de falar, o linguajar, o comportamento, a agressividade.
SPEAKER_00Exatamente.
SPEAKER_02Tudo ali pode ser imitado, pode ser apreendido.
SPEAKER_00Exatamente. Então, eu acho que essa frase é muito boa, é do Diego Reis e levem pra vida de vocês quando vocês falam: Ah, mas meu filho, o tempo de presença tempera. O tempo que teu filho tá na tela, ele tá sendo temperado pela tela. O tempo que teu filho está com você, ele está sendo temperado por você. O tempo que ele está na escola, ele está sendo temperado pelas pessoas da escola. The question da porta do quarto é por que você está permitindo que seu filho fique sozinho andar a tua presença. I think it basically is a quest in six.
SPEAKER_02So a gente preparou aqui uma lista de sinais de alerta. So pega um papel, pega uma caneta, because são coisas simples, but acaba deixando passar. So, primeiro sinal mudança de humor, principalmente depois de ficar no quarto, depois de usar o celular. A criança entra no quarto de um jeito, ela sai de outro, normalmente pior do que quando entrou.
SPEAKER_00Sabe aquela criança que você está na tela, você fala, ah, vamos ali na padaria comigo. Because it must be comportamento dela. Então mudança de humor is.
SPEAKER_02Tem uma outra que possivelmente você vai se relacionar muito. Como sou chefe aqui, eu vejo acontecer às vezes. Que é o famoso alt tab. Ou esconder a tela. Às vezes eu entro num ambiente assim e aí tem uma pessoa, a pessoa enfia o dedo assim no celular rápido. Ou dá aquele alt-tab malandro pra trocar a janela do computador.
SPEAKER_00Tá fazendo o que não deveria, né?
SPEAKER_02Ninguém tem um espasmo se estiver fazendo uma coisa que tá sendo aprovada por todo mundo. Eu brinquei ontem com a turma da primeira série do ensino médio na aula, falando, cara, se a sua vida fosse uma série e todo mundo pudesse assistir, né? O que a gente veria nessa série? E essa coisa do OutTab pega muito, porque você dá aquela virada na tela do celular, assim, sabe? Isso é o sinal de que tá acontecendo alguma coisa ali que pode nem ser errada. Mas o seu filho acha que você acha errado. Por que ele acha que você acha errado?
SPEAKER_00Interessante.
SPEAKER_02Não tô falando do seu marido, tô falando do seu filho. Se o marido fizer também, aí dá problema grande.
SPEAKER_00Chega, o episódio não é sobre isso, gente. Vamos parar. But isso é importante, as crianças mudam mesmo. A criança não, né? Comportamento meio que humano. E aí, vou fazer só um gancho falando sobre isso. As vezes a gente fica envergonhado, né? And this comportamental é por vergonha. As vezes você quer esconder, né? But geralmente você se esconde por vergonha. And I gossip to follow this. When I entered this, it feels much sentiment. Vergonga is an excellent sentiment. If that's what you follow and vergonha do not baixa, alguma coisa that vergonha, this is bad. Significa that one alien that is adequada. So if she is coming vergonha do what she is, if she is coming with receio do queen para você agir com aquela criança. So aproveite isso para dizer para ela, a gente não deveria ter vergonha daquilo que a gente faz. So if they're vergonha do que você faz, tem alguma coisa errada ali. É um comportamento que não é adequado. Próximo sinal.
SPEAKER_02Próximo sinal, terceiro sinal. Isolamento crescente. É quando aquela criança troca os amigos presenciais por amigos online. A gente teve um caso recentemente indo that an aluno who studied, and the melhor amigo dele veio studi. And the dynamic of the relacionament is that they were quasi, a madrugada integer, jogging junts. It was quite a fidelity into amigos. And this who studied in other school quis porque quis virtually, because a relation between those two. But when it's side no quarto, when they are doing the quarto, when they convive presencialmente with others, it's fuga, isso não é introversion.
SPEAKER_00There's a parecido com esse que você falou, de uma criança que não queria. Fundamental dois, não queria mais vir para a escola, não quero, não quero, não tenho amigos, não tenho amigos. Ando, eu estava com a orientadora no atendimento, a gente chamou a criança e falou assim: você não tem amigos, mas você joga, não joga? Quem são as pessoas que você joga? O fulano, o fulano, fulano. Eram pessoas da sala dele, da escola. Mas no jogo num conversa. Não, a gente fala no jogo. Como que você não tem amigos? Não faz sentido. Você só não. Aí vem o problema, né? Você não está conseguindo agir no mundo com essas pessoas. Você está agindo na tela do jogo, que é confortável pra você, que é legal pra você. Só que as pessoas estão aqui na sua frente. As outras crianças que jogam com você a madrugada inteira estão aqui na sua frente. Qual o problema de agir com elas? Então existe também essa preocupação. Como o Luciano falou mais cedo, a gente briga no Twitter, xinga dentro do carro com o vidro fechado, mas é muito difícil o que você fala no Twitter. Você vai falar pessoalmente com a pessoa, você vai lá discutir, é muito mais difícil. A gente toma uma coragem no mundo digital que não necessarily na vida real as pessoas têm. E as crianças são do mesmo jeito.
SPEAKER_02Em certo nível a gente precisa desenvolver.
SPEAKER_00Precisa desenvolver, precisa. So você joga com essas pessoas, se você conhece essas pessoas, você tem que ter a capacidade. Você não precisa ser melhor amigo. Você tem que ter a capacidade de socializar com elas no ambiente real. Sair do mundo digital para o mundo real.
SPEAKER_02Vamos lá, quarto sinal.
SPEAKER_00Beleza.
SPEAKER_02Alteração de sono.
SPEAKER_00Luciano gosta de falar de sono.
SPEAKER_02Se o seu filho dorme com o celular no quarto, se o seu filho não dorme porque está até tarde no celular. Se o seu filho está acordando de madrugada para usar o celular escondido, temos um problema aí. Vamos lá, a gente não está falando aqui de Ah, ele está sendo agredido por alguém. Não. O comportamento em si já é o problema. Uma criança que dorme mal é uma criança que cresce menos, é uma criança que se desenvolve mais tardiamente, é uma criança que tem mais dificuldade de aprendizagem.
SPEAKER_00Tem mais dispersão, tem um monte de coisa.
SPEAKER_02Então, só o fato daquele objeto estar ali no quarto durante a noite toda, isso já causa uma série de prejuízos para aquela criança. Ah, pode estar acontecendo alguma coisa que está provocando esse comportamento? Pode. Às vezes é um movimento de codependência, tem uma pessoa que quer falar e que se não falar naquela hora, rola uma culpa, rola alguma coisa. Isso é muito comum entre adolescentes que estão começando a namorar. Mas só da dinâmica estar acontecendo é um problema. Aí não precisa ter cyberbullying, não precisa ter autolesão. Às vezes tem, como comorbidade, mas nem precisa. Existe uma função fisiológica extremamente necessária, extremamente benéfica para aquela criança, para aquele adolescente, que está sendo prejudicada pela mera presença de um aparelho eletrônico.
SPEAKER_00Essa seria uma dica, né?
SPEAKER_02Seria uma dica, não. Ela vai chegar, a gente vai entrar na dica. Primeiro, como sinal: se existe qualquer sinal de Alteração de sono. Tá indo dormir mais tarde, tá acordando meio da noite. É um problema. Você tem que ficar atento in relação a isso, você tem que observar como está o sono of your kid. Is it normal or the computador, the celular, the television atrapalhess? I mean, when I was adolescent, in epoca of férias, I'm gonna have a moment that I'm at 30, 4 horas of 11, and i was gonna vent television, vendo jogo de basquete até tarde, depois ia para internet. A gente ficava dando esperando da meia-noite para poder usar internet discada.
SPEAKER_00I tive a phase in my life that you follow that you funcionava melhor a noite. And na verdade é porque eu me condicionei a fazer as coisas mais tarde, and não é uma questão de funcionar melhor, né? A gente tem um ciclo e não é verdade que a gente funciona melhor. Tanto que tem um estudo, eu vou procurar, depois eu posso botar num comentário. Existe prejuízo para várias funções biológicas do organismo, do corpo. Então, tomar cuidado. Às vezes a criança vai falar pra você, é mole, pai, falar isso, I know, porque ele prefere fazer o trabalho de casa 11 horas. Prefere?
SPEAKER_02Prefere não. Ele preferiu ficar brincando, jogando, e aí, quando não tinha mais jeito, ele foi fazer.
SPEAKER_00Ele se concentra melhor. Gente, fala sério. 11 horas da noite é pra criança estar já há muito tempo deitadinha, né? Enfim. Próximo, tem mais algum?
SPEAKER_02Quinto sinal. Tem. Mudança de autoestima. Isso afeta meninos e meninas, mas afeta mais meninas do que meninos. Nenhuma roupa está boa em mim. Eu não tenho roupa pra sair. Eu não posso ir porque eu tô gorda, tô feia. Ou então, ah, eu sou burro, eu não consigo fazer. Isso pode estar vindo de alguém. Isso normalmente está vindo de alguém. Ou de uma comparação.
SPEAKER_00É isso que eu ia falar, às vezes só da observação do outro.
SPEAKER_02Só da observação do outro. É uma coisa que a gente fala já há muito tempo sobre rede social, que é a questão do palco e bastidor.
SPEAKER_00Ah, isso aí.
SPEAKER_02Você tá vendo o palco do outro e você conhece a fundo o seu bastidor.
SPEAKER_00É isso.
SPEAKER_02Vou dar uma dica pra vocês. Vocês estão vendo o palco da gente. É a parede aqui que tá iluminada e tal, não sei o quê. Não tá perfeito, mas tá ok. O resto da sala tá mais bagunçado do que esse pedaço aqui. Por quê? Porque a gente quer mostrar o palco. Vocês não estão vendo o bastidor. Quem segue lá no Instagram, às vezes, vê o bastidor. A gente posta foto daqui do outro lado, né? Quebrando a quarta parede. O pessoal fala no cinema. Mas às vezes a criança está olhando a melhor foto que o colega tirou, o melhor post que o colega escreveu, e está se vendo no espelho, sem pentear o cabelo, sem maquiagem, sem estar com a melhor roupa. Está vendo todos os seus defeitos.
SPEAKER_00Cara, isso é difícil para adulto. Vocês imaginam pra uma criança. A gente adulto tem dificuldade disso com a própria rede social. A gente olha, a gente quer a viagem que o cara fez, a gente quer como o cara alcançou aquilo ali. Eu não quero o processo that, ela vai querer o crox that, ela vai querer a roupa that, that is, not that this is a movement natural, the desenvolvement of the proper human, it's natural. What a gente with this? And the sinal day autoestima is a gente pra menina that it is observation, because elas mudam comportamento, elas ficam mais. E aí são meninas as vezes que ficam mais passivas, que acatam mais ordens daquele grupo, isso é delicado de você perceber, mas é possível. Então tem que tomar cuidado. E aí só não caem no outro, né? A gente pode fazer um dia um episódio falando mais ou menos disso, mas não caem do outro lado, de ah, então se a autoestima está baixa, eu tenho que elogiar qualquer coisa. Não, a gente não elogia qualquer coisa. A gente elogia processo. A gente elogia desenvolvimento, a gente elogia esforço, a gente elogia. Então, cuidado também para não cair em a autoestima tá baixa, então, se botar uma sombra roxa e um batom não sei o quê, eu vou dizer. Não, a gente vai falar a verdade, a gente vai falar sobre processo. Então, cuidado também.
SPEAKER_02Cuidado. E aí o último sinal, que talvez seja o mais perigoso, né? Que já é um sinal mais grave, mais sério, que é o silêncio. É quando a criança se fecha, quando ela para de contar as coisas.
SPEAKER_00Ah, mas meu filho é melancólico, pra quem entende, de temperamento.
SPEAKER_02Amadureceu, amadureceu. Amadureceu, não me dá trabalho, é tranquilo, fica só lá na dele. Não tá por aí fazendo besteira.
SPEAKER_00Não me conta nada do que acontece nos amigos, o grupo dele é ótimo.
SPEAKER_02É, não, ninguém tem problema lá, são ótimos meninos. Isso normalmente não é tão bom quanto parece, não é tão tranquilo quanto parece. Enquanto a criança está reclamando de alguma coisa, enquanto a criança chora quando alguém xinga, chora quando o amigo fala que não gosta mais dele, que não é mais meu melhor amigo, enquanto pede ajuda pra resolver um problema, essa criança tá melhor do que quando ela desistiu de pedir ajuda. Quando ela se fechou totalmente. Então, aqui na escola, a gente, como vê a interação o tempo todo, fica muito fácil pra gente perceber que aquele menino não tá na quadra, na hora do recreio, jogando bola. Ele tá andando de um lado pro outro no pátio, sozinho. É aquele menino ou aquela menina que, quando toca o sinal do recreio, não quer mais descer, quer ficar na sala sozinho, não quer interagir com ninguém.
SPEAKER_00Ou passa o recreio na beira da escada, pronto pra o sinal tocar e ser o primeiro a subir pra sair daquele lugar.
SPEAKER_02Tá in sala, tá disconfortável, tá no recreio, tá desconfortável. Aquela menina que fica desenhando mangá a year, sem interagir with anyone, feeling lettering. Ah, no, old, design.
SPEAKER_00It's a type of intelligence.
SPEAKER_02Adolescent gets group, adolescente can be aceito, adolescente can participate. When the adolescent fashion normally is symptoma, no characteristic.
SPEAKER_00Perfect. So the silence is to perceber como adultos, as things are chat pra caramba como adulto, com a criança anda, né? Okay, me fala, anda gerando uma repulsa, né? Você tem que conhecer o seu criança, o teu adolescente pra saber como tirar as coisas ali, como entender o movimento. De novo, não tô falando pra não perguntar, eu tô falando pra você achar o jeito, pra você entender. Mas ficar alerta que quando cala é porque tem alguma coisa acontecendo.
SPEAKER_02Exatamente. Então, Gabi, a gente já falou das diferenças do antes, como é que era na nossa época. A gente tem aquele cara, o valentão típico do filme, né? Que roubava o lanche, que roubava o dinheiro da cantina, que empurrava, que xingava, que batia. Aí a mãe, a mãe ia na escola, falava com a direção, a direção brigava, porque na época a direção agia. A direção não tinha medo de agir, não tinha medo de chamar atenção, não tinha medo que o pai da outra criança cancelasse matrícula. Então a escola agia e o problema se resolvia. Hoje, a gente tem crianças que brigam, a gente tem crianças mais agressivas? Tem. A gente consegue agir, a gente consegue mediar como sempre conseguiu. Só que hoje a gente tem aquele problema depois das 11 da noite, a gente tem aquele problema do grupo do WhatsApp, a gente tem o problema do print, né? Me manda uma foto, eu não mostro pra ninguém. Printa foto.
SPEAKER_00É, o WhatsApp tem visualização única, né, Luciana? E as pessoas acham que estão salvas com a visualização única, porque não dá pra dar print na visualização única do WhatsApp.
SPEAKER_02A gente viu agora, né?
SPEAKER_00O quê?
SPEAKER_02O caso que tá rolando aí do banco, do ministro, que o cara lá botava na visualização e tirava a foto da tela.
SPEAKER_00Exatamente.
SPEAKER_02Tem várias formas, gente. Tem várias formas. Tem aplicativo de banco que é assim, né? Você tenta printar a tela do aplicativo, o print vem vazio.
SPEAKER_00O de streaming também. O HBO, ele não deixa você dar print. Ah, gostei da frase que o cara falou, vou dar um print. O print vem preto.
SPEAKER_02Mas aí você pega outro telefone e tira a foto da tela.
SPEAKER_00Exatamente.
SPEAKER_02Não tem jeito.
SPEAKER_00Exatamente.
SPEAKER_02Não tem jeito. Então, não existe segurança. Não existe garantia de apagar, de anonimato, de nada. Não tem como.
SPEAKER_00E o que os pais podem fazer? Não tem segurança. Ah, beleza, vou fechar meu filho aqui, eu e ele, num igluo e a gente não sai mais. Não tem celular, vou quebrar, pegar o martelo e quebrar o celular. O que faz?
SPEAKER_02Antes da gente falar disso, que a gente vai chegar nas dicas, a gente falou também da questão do seu filho poder ser o agressor.
SPEAKER_00Ah, verdade.
SPEAKER_02Porque é uma coisa que acontece no bullying, presencial, principalmente in ambientes de play de prédio, de escola. São crianças de idades próximas. Na internet a gente tem o problema dos adultos estar interagindo com as crianças, but a gente também tem criança que praticam the cyberbullying. And as a gente, a gente ouve, a gente pensa com a bullying, but the bullying. And much that pratics the bullying as aggressive. She vs like a zoeira, like anything. But a cruelty, what a gentleman when this acquaintance?
SPEAKER_00Prime a second, which I think is the most difficult. The prime reaction of the family is negative phases of loot, negation. So the family tends to negate the comportament. No, but it feels because it's batata. It feels because he still reagindo because it was the outer. And I fica in this process of nation. So I think the prime que doa, because it's a coisa cruel maybe, it's a situation desconfortable. Aceitar, dar luz àquele problema. É aceitar e depois falar, beleza, o que eu vou fazer? Existe un problema, o que eu vou fazer? Para mim, Luciano, é conversa direta with a criança. Depends da idade. But I ask that a criança precisa entender o que está acontecendo. Eles não conseguem. Pô, mas eu tô brincando, eu só empurrei ele. E aí eu empurrei ele segunda, terça, quarta e quinta. No, não tem como, não dá. So explicar pra aquela criança. Se a gente tá falando de adolescente, cabe até as implicações legais mesmo. A gente precisa falar pra eles.
SPEAKER_02Explicar, olha, você já tem mais de 12 anos.
SPEAKER_00Isso é um crime.
SPEAKER_02Isso dá problema. Tem lei que fala sobre isso. Mas em todos os casos, eu acho que um bom primeiro passo, principalmente se isso nunca aconteceu antes, é você falar da situação. Olha, eu sei que parecia engraçado, eu sei que você achou que estava tudo bem, mas é errado. Não pode. E aí a gente já falou disso em outros casos. Qual é a consequência? A consequência é a consequência natural. Atrelada. Você usou mal o seu telefone celular. Então, por causa disso, você vai passar uma semana, um mês, dois meses sem acesso ao telefone. Você precisa entender que você tem uma ferramenta que é poderosa, que é maravilhosa, que pode trazer vários benefícios, but se você usar mal, alguma coisa vai acontecer de ruim. Então você vai perder o acesso a essa ferramenta. Todas as coisas que você fazia legal no seu telefone, você vai ficar dois meses sem poder fazer, porque você não vai ter mais acesso a ele.
SPEAKER_00But isso gera revolta.
SPEAKER_02Gera? É normal. Isso gera incômodo. Gera incômodo, gera desconforto. Que bom que gera desconforto. Porque o desconforto gera aprendizagem. If you quero ter liberdade para ter um telefone andar um telefone, eu preciso ter responsabilidade. A liberdade sem responsabilidade não existe.
SPEAKER_00Tem muita gente que acha que a punição, que a consequência natural, faz com que aquela criança da próxima vez tente pior, faça mais. Ah, é, então você vai fazer isso, então me aguarde, né? Isso não é o natural. Aquela criança não quer perder.
SPEAKER_02Isso é viagem do povo, do positivo aí, que quer botar defeito em tudo que é consequência e punição porque. Quer vender alguma coisa.
SPEAKER_00Exatamente. Então, assim, não existe essa elaboração. E aí, eu vou pro outro lado. Se, vamos lá, ficou sem o telefone, né? Fez uma coisa errada, ficou sem o telefone. Ah, xingou o amigo no grupo de WhatsApp, ficou sabendo, a mãe do amigo te ligou. Meu filho, você não tem como estar no grupo de WhatsApp. Poxa, você não conseguiu. Beleza, não tem problema. Você vai ficar sem, como o Luciano falou. E aí, quando você devolver ele e xingar de novo, isso precisa progredir.
SPEAKER_01Progredir, exatamente.
SPEAKER_00Você precisa ter um. Aquela criança precisa entender as consequências das coisas, né? A gente fala muito sobre hierarquia, sobre. Ela precisa entender que ela não vai ficar, e aí eu vou usar essa palavra, te sacaneando. Não é ela que manda, não é ela que conduz o processo. Então você precisa progredir esse tipo. Não é dizer que não vai viajar com o avô, não é dizer que não. Vamos ser coerente no que a gente faz. But this precisa progredir. Don't ask that the filhouse vai errar uma vez só. Vocês só caem a vez, só falhar one problem with you. Ah, eu durmo tarde, quero dormir cedo. I nunca mais dormiu tarde. Ah, eu vejo o que eu não deveria ver, nunca mais. Não é assim que funciona. He is menos educado, or deveria, do que nós adultos. So a vontade deles não está bem educada. Eles vão cair de novo, eles vão errar de novo, eles vão xingar o amigo no grupo de WhatsApp de novo. Ando repetição, repetição, repetição.
SPEAKER_02So vamos lá, vamos pra prática agora.
SPEAKER_00Vai. O que eles fazem?
SPEAKER_02Regra número um.
SPEAKER_00Vai.
SPEAKER_02O quarto and o banheiro não são lugar de usar celular. Principalmente o quarto de porta fechada. O banheiro a gente já usa de porta fechada, então o celular não entra. Quer usar o celular no quarto, a porta tem que estar aberta. Ou então use o celular na sala, na cozinha, no hall, aonde for, na varanda, mas no quarto de porta fechada, não.
SPEAKER_00Excelente. Excelente. E tem a ver até com o que eu falei no último episódio de você saber o que ele tá assistindo, né? Manda botar na TV da sala, falar, ah, bota aí, então.
SPEAKER_02Vamos ver todo mundo junto.
SPEAKER_00Vamos ver o vídeo que você tá vendo no YouTube, que eu quero ouvir a voz desse carinha aí. Exatamente. Bota na sala. Boa.
SPEAKER_02Eu vi até um post essa semana que fala que o adolescente se regula no banho, por isso que ele demora a tomar banho e tal. Tinha um papo meio assim que, eu não sei, não tinha visto essa correlação ainda, estou refletindo sobre. Mas se o adolescente passa 40 minutos no banho com o celular, não. Ele vai se regular sozinho no banho dele, então.
SPEAKER_00Ah, mas meu filho gosta de ouvir música no banho.
SPEAKER_02Toma banho, ouve música depois.
SPEAKER_00Não precisam ser atividade.
SPEAKER_02Deixa o celular fora e leva a caixinha de som pra dentro.
SPEAKER_00Isso, boa.
SPEAKER_02Mas o celular pode ficar de foda. Você põe lá a playlist do banho, o celular fica fora do banheiro, entra só a caixinha.
SPEAKER_00Beleza. Boa, boa dica, boa dica.
SPEAKER_02Vai reclamar? Vai. Ah, mas você não confia em me. Cara, não é in você that you don't confio. É na evolução da espécie, é na internet. Não, não precisa. Você não está resolvendo problemas de segurança nacional pra precisar ficar trancadinho conversando com alguém.
SPEAKER_00Pra não conseguir ficar longe do aparelho. Exatamente. Eu acho que é um senso de urgência que eles não têm pra nada, só pro telefone.
SPEAKER_02Regra número dois.
SPEAKER_00Vai.
SPEAKER_02Celular não dorme no quarto.
SPEAKER_00Pô, essa é muito boa.
SPEAKER_02Até porque celular não dorme. O problema é esse, né? Ele fica ligado e ele não dorme.
SPEAKER_00Essa é muito boa, muito boa.
SPEAKER_02Ah, mas ele usa como despertador. Vou ver aqui o preço de um despertador.
SPEAKER_00Vai procurar?
SPEAKER_02Vou procurar.
SPEAKER_00Aquele cuco, antigamente era o cuco, né? Vai botar um digital. Gente, não precisa. Ontem eu tava passando pela quadra e tem um aluno que tá faltando aula há alguns dias, ficou doente, não sei o quê. E aí ele conversando comigo, pô, mas eu preciso te falar. Tô com muita dificuldade de acordar. Falei, tá com muita dificuldade de acordar, você não tem um despertador. Ele acredite se quiser, toca sete vezes. Eu falei, cara, não é possível que toque sete vezes e você não consegue. Então vai, fala aí o preço de um despertador.
SPEAKER_02Tem um aqui no Mercado Livre R$ 24,90. Tem um com lâmpada lindo no AliExpress, que é o mais caro - R$ 94,95.
SPEAKER_00Nossa, bem mais barato que um telefone, né?
SPEAKER_02Entre R$25,00 e R$100,00, você tem uma gama de opções incrível. Incrível. Pode comprar um desse, tem hora, tem alarme, né? Eu adorava o meu, eu não tinha celular na época que eu entrei pra faculdade, fui conseguir um depois. Então eu tinha lá o meu despertadorzinho e tal, bacana. Funciona, funciona super bem, não precisa.
SPEAKER_00E aí aquilo que a gente tem falado muito, né? A dinâmica da tua casa. Se você é o adulto que ainda acorda a criança, se teu filho é menor, pior ainda, né? Primeiro que ele não deveria ter o telefone, mas a gente não vai brigar. Segundo, porque se você acorda ele, ele não tem a desculpa do despertador. Não, mas eu tô treinando. Não, não, não tá treinando. Se você ainda tem que acordar, você não tá treinando. Então, é entender que não precisa. Não precisa. Luciana acabou de arrumar uma solução pra todos vocês.
SPEAKER_02Exatamente. Exatamente. Vamos lá. Regra número 3. Só um detalhe. A regra número 2 serve pra você também. Se você carregar o seu celular em outro cômodo e não estiver com ele a partir de 9, 10 horas da noite no seu quarto, a sua vida também melhora. Não é só a do seu filho. Não é só a vida dele que melhora sem o telefone. A sua também melhora. É verdade.
SPEAKER_00Eu não duvido.
SPEAKER_02Vamos lá, regra número 3. Converse com o seu filho. Veja bem, converse. Não interrogue, converse.
SPEAKER_00Converse.
SPEAKER_02Então, qual é a sua preocupação? É o jogo? É a rede social? Então vamos conversar, senta pra jantar. E aí, qual é. O que está acontecendo no TikTok nos últimos dias? Pô, tem alguém no grupo do WhatsApp que é chato, que incomoda os outros? Alguém na escola lá tá passando por uma situação chata? Você pode conversar com o seu filho.
SPEAKER_00E aí, tô aqui pensando, né? A conversa é sempre válida. Eu falei antes que não é pra você ficar de forma chata ali, incisiva. But tem um outro lado também da conversa, Luciano, que o pai cai em tudo que o filho diz, né? Dependendo. O filho vai falar um Iv de barros. O pai fala, nossa, filho.
SPEAKER_02Uh, então me manda, eu quero ver também.
SPEAKER_00É isso. É não cair também no papo que você sabe que não é verdade, mas é cômodo pra você falar, não. Eles falaram que eu tenho que conversar, eu tô conversando, mas aí tu vai cair no papo do conto do vigário. Não faz sentido, né? Então só prestar atenção também e dar uma investigada simples. Pai não é. Pai não é investigador, mas precisa ter um senso de percepção do que está acontecendo.
SPEAKER_02Tem algumas técnicas que a gente usa para abrir canais de conversa. Criances for conseguir entender, elas se abre. A pergunta direta as veces não funciona. E aí, tá rolando bullying na escola? No. E aí, como é que foi? No, too bad, it's okay, too normal. So a gente tem que a niveau além. So a gente tem que ter um pouquinho de técnica.
SPEAKER_00Sagacity.
SPEAKER_02Sagacity. Mean you feel that you orgulhosa. And a criança, as well as initial, but when a gente mantém a constância, a resposta, depois de alguns years, começa a surgir mais naturalmente. And a gente propicia que aquela criança, a longo do dia esteja atenta àquele assunto.
SPEAKER_00Isso é maravilhoso.
SPEAKER_02Ando com bullying, com conteúdos, e você consegue encontrar uma forma de perguntar que não gere uma reatividade, e você tem um mínimo de consistência nessa pergunta, o seu filho, a sua filha, eles vão naturalmente, ao longo do dia deles, estar mais atentos a essas situações, vão perceber com mais clareza essas situations. O que eu faço é um pouco differente, eu estou olhando para a autoestima, eu estou olhando para autovalida, não depender de um elogio externo, de uma validação externa. So I create a perception for this de legal, this I was, I mean, I can see a cool that I saw the fundo da quadra no vôlei, because I was sacking two passes down. A criança come to perceive the alcohol delays, the competência dela crescendo. And this faz muito bem para a autoestima. Pode fazer muito bem para a autoestima, pode fazer muito bem para a autoproteção.
SPEAKER_00Perfeito, perfeito. I think one of the things of ambiente digital, so fugindo 30 seconds, is that a gente da reality, and a gente adulto thing. A gente tende a deixar as coisas passarem, a não estar atento ao que está acontecendo. Porque a gente está sempre com um senso de urgência lá no alto, and no, I think it's daqui a pouco o fulano vai me ligar. And the criança entra nesse automático também. So this type of pergunta de botar a criança na realidade, exemplo que eu falei do menino que só jogava online and. Cara, as pessoas estão aqui com você. Olha, levanta a cabeça, né? A cabeça do celular tá assim, é tipo assim, olha pra frente, olha para o que tem. Então, esse tipo de pergunta faz isso com a criança. Coloca ela. Caramba, tem coisa acontecendo aqui, tem mais do que o digital acontecendo.
SPEAKER_02Muitas vezes a criança procura o adulto pra contar algo que pra ela foi significativo, mas que pro adulto é papo de criança. É um papo bobinho, é um papo que não. Ah, então eu só vou ouvir aqui e não vou prestar muita atenção. Você tá abrindo mão de uma oportunidade de engajar numa conversa e tirar muita informação valiosa dali. As vezes a gente faz isso sem intenção? Eu faço as things. As vezes eu tô lá. Ah, no, então conta e tal. E a atenção vai embora. But se eu erro aí, eu posso tentar compensar sendo intencional do outro lado. Ando dessa terceira regra, que ela não funciona sem esse complemento, é uma dica valiosíssima, é não reaja com o escândalo. Because se você está perguntando alguma coisa pro seu filho, se você deseja essa informação, ele não precisa nem ser premiado por te dar a informação. Mas ele não pode ser punido por te dar a informação.
SPEAKER_00É porque é um autocontrole do adulto, né? Isso pra qualquer situação, gente.
SPEAKER_02Mas o quê?
SPEAKER_00Você fez isso? Eu não acredito! A criança nunca mais vai te contar nada.
SPEAKER_02Perdeu o papai, perdeu o mamãe.
SPEAKER_00Nunca mais vai te contar nada. Ah, mas eu não posso brigar? Pode. Aqui não somos contra papais e mamães que têm autoridade, não é isso. Mas é porque é a forma do agir, do reagir. Eu acho que isso tem muito a ver com autoridade. É só forma. Você pode dizer, cara, mas não tá legal, não foi legal, a consequência vai vir, você vai ficar sem isso.
SPEAKER_02Se você levanta, se você faz cara feia, se você começa a gritar, perdi.
SPEAKER_00Não, e a cara feia, eu acho que ela é. A gente já falou isso em outros episódios, ela faz parte do conjunto. A gente não pode brigar com a criança, a criança vem te contar, ah, hoje eu bati no fulano. Aí você. A gente tá dizendo pra você não fazer escândalo, né? Você bateu! Aí não dá, né?
SPEAKER_01Também não.
SPEAKER_00Aí não pode. A nossa mação, de novo, 93% é linguagem corporal, eu anotei. 93% é linguagem corporal. Então, a sua linguagem corporal precisa acompanhar o que você vai falar pra ele, a sua reação pra ele. Então, eu gosto muito, Luciano, muito, muito, eu falo muito sobre isso, eu falo com as professoras aqui. A professora é dona da sala de aula, né? As regras ali do terceiro ano podem ser diferentes das do segundo, não sobrepõe a regra da escola, mas a professora do terceiro ano vai agir de um jeito, ou do segundo. Eu falo, nesta sala de aula, nós não admitimos que. Nesta escola, nós não admitimos que. Cara, usem isso na casa de pessoas.
SPEAKER_02Nesta família, nesta casa.
SPEAKER_00Nesta casa a gente não fica de porta trancada. E não é falar, né? Acabou de ouvir a gente. Aí eu, criança, teu filho, tá aí de porta trancada, você vai lá, filho, nesta casa a gente não fica de porta tranca. Não é isso, você precisa repetir. Isso precisa fazer parte do conjunto de valores que vocês têm. Então, repitam sempre. E aí, quando o teu filho vier te trazer alguma coisa e você não quiser reagir de forma. Quiser não, né? Você se controlar pra não reagir de forma agressiva, você vai repetir os mantras da tua casa, as regras da tua casa. Filho, você lembra que isso não é aceitável, a gente não faz isso aqui. Ah, mas na casa do fulano. Nessa casa aqui a gente não faz isso.
SPEAKER_02Criar identidade pra sua família é muito importante, muito importante.
SPEAKER_00Muito. Isso faz eles agirem no mundo. Tipo, ah, todo mundo lá na escola, sei lá, grita com não sei quem. Na minha casa a gente não grita.
SPEAKER_02Cria um senso de pertencimento, de identidade. Isso é maravilhoso, gente. Que pra construção da personalidade da criança é um passo importante.
SPEAKER_00Isso é maravilhoso. Ah, mas tira o. Tira a criatividade, tolhe a criatividade, tolhe o que a criança quer ser. Não, modela do jeito que. Porque se for assim, gente, cria o teu filho e entrega pra alguém. Se você não quiser passar os valores pra ele, porque a criatividade dele importa mais do que os teus valores, do que os valores da família, então entrega pra alguém. Pare e entrega pra alguém. Ah, porque eu quero que ele seja criativo. Não funciona, a gente tem que passar nossos valores. Então, nessa casa, a gente não faz isso. Nessa casa, então isso funciona muito. Isso é uma dica valiosa.
SPEAKER_02Então vamos lá, regra número 4: conheça o território. Se as crianças todas estão falando de alguma coisa, se o seu filho está falando de um aplicativo, de um jogo.
SPEAKER_00Ah, entendi.
SPEAKER_02Conheça o território. Saiba o que acontece ali. Entenda a dinâmica daquilo. Eu estava estudando aqui para fazer esse CPC, and existe uma rede social chamada Be Real. Eu não conhecia. O que é o Be Real? Be Real é uma rede social que todo dia manda um push, uma mensagem para os seus usuários, dizendo que você tem lá dois minutos, alguns minutos, para tirar uma foto e postar. Onde você está. Não dá para pegar do rolo de fotos, você tem que tirar uma foto. E aí quando você manda tirar a foto dentro do aplicativo, ele tira a foto com as duas câmeras.
SPEAKER_00Frontal, né?
SPEAKER_02A câmera de selfie e a câmera principal do telefone. E pum, esse é o seu post daquele dia. Então se você está no dentista, se você está na sala de aula, se você está. Eu não conhecia.
SPEAKER_00Eu também não?
SPEAKER_02Pois é. Tem muita gente usando. Discord. Você sabe o que é Discord? Você sabe o que acontece no Discord? Instagram, você sabe. TikTok. Cara, eu aqui já baixei um monte de coisa no meu telefone. Eu lembro que tinha uma época que tinha o Secrets, que você falava alguma coisa de alguém anônimamente.
SPEAKER_00Anônimus, tem um negócio de. Eles usam ainda isso, eu não sei qual é o nome. Eu já vi. Aí, conheço o território, preciso conhecer mais, que eu não lembro direito. Mas você manda pergunta anônima e aí a pessoa responde de forma anônima. Gente, isso é perigoso. Isso é perigoso. É anônimo mesmo o negócio nome. É perigoso. Eu gostei dessa dica.
SPEAKER_02O secret você falava de alguém da sua lista de contatos.
SPEAKER_00Ah, não.
SPEAKER_02E aí não aparecia quem falou. Então, a ideia era que os segredos seriam revelados, ninguém mais teria segredos e tal. Deu um problema logo de cara, meteram um processo no aplicativo e sumiu da App Store.
SPEAKER_00Essa dica é boa, conheça o território. E olha que tem é coisa, hein? O território é vasto. Hoje em dia tem muita coisa. Tô falando, eles criam outra conta do Instagram, gente. Vai aí no telefone do teu filho, a gente já falou isso. Pede aí, como é que bota, Luciano? Clica no perfil pra você saber se ele tem duas contas.
SPEAKER_02Você vai lá na fotinho. Clica na fotinho embaixo. Clica na fotinha embaixo. E aí, se ele tiver mais de uma conta logada.
SPEAKER_00Ah, não, é em cima, no nome.
SPEAKER_02Pode ser. Não, na tela inicial já tem a sua fotinho lá embaixo, canto inferior direito. Você pressiona, segura, aparecem todos os perfis que você tem logados.
SPEAKER_00É, verdade.
SPEAKER_02Ali. Verdade. Eu tenho dois aqui, tem o meu, tem o da escola. Então eu consigo ver e consigo alternar entre eles rapidamente. Então, você pode dar uma olhada nas mensagens, porque o Instagram tem uma função de mensagem temporária.
SPEAKER_01Tem!
SPEAKER_02Que a mensagem apaga depois de um tempo. Então é. É isso aí. É um mundo. É um mundo.
SPEAKER_00Antigamente as pessoas falavam dark web, né? Que tinha coisa lá. Ainda existe.
SPEAKER_02Tem. Não sei, gente. Tem navegadores especiais pra você acessar conteúdos na Deep Web, né?
SPEAKER_00Na Deep Web. Mas na web que não é Deep, eles também fazem coisa errada. É só você procurar.
SPEAKER_02Exatamente, exatamente. E aí você ganha capacidade de conversar. Uma das coisas que fecha muito criança, principalmente adolescente, é quando ele acha que ele não consegue nem te explicar uma coisa. É aquela história da mãe da gente que falava, não, você vai sair lá com esse povo e se tiver alguém que cheira maconha lá.
SPEAKER_00Ah, o que é maconha?
SPEAKER_02Que fuma cocaína lá. Aí você fala, cara, não sabe nem o que faz com o que. Vai querer falar alguma coisa. Então se você entende o que é Discord, se você conhece os jogos, se você sabe o que é Brawl Stars, que eu aprendi ontem. Fica mais fácil de ter um diálogo, fica mais fácil de conseguir informação. Você ganha um acesso aí que talvez você não tivesse se você tivesse totalmente alheio a essas situações.
SPEAKER_00As situações que eles trazem, da forma que eles trazem essas coisas.
SPEAKER_02Exatamente. E aí tem a última regra, regra número 5, que entenda que escola e família precisam estar no mesmo time. Escola e família precisa trabalhar juntos. When a gente fala in parceria escola-famítica, parceria família-escol, tem que valer para tudo. Existem problemas que é mais difícil para a escola interferir, mas a escola pode mediar. Existem problemas que a escola pode agir diretamente na causa, but precisa haver a conversa. O que a gente vê que não é produtivo is a família está passando por uma situação e a escola entra numa de cobrar e acusar, anda a criança está passando por uma situação e a família entra numa de cobrar e acusar. É todo mundo querendo se livrar do problema. E não pode ser assim. Precisa haver um compartilhamento ali em justa medida das responsabilidades. Então, você deu o celular, você permitiu que entrasse no grupo. Você tem uma responsabilidade aí. Ah, mas é um coleguinha da escola que está xingando meu filho lá no grupo. Beleza. A escola pode chamar as famílias, a escola pode promover um encontro, a escola pode fazer alguma coisa? Pode. Mas a escola não consegue resolver sozinha também. A escola não pode simplesmente chegar e dar uma advertência para um aluno, suspender um aluno pelo que ele falou num grupo de WhatsApp, no telefone que você deu ou no grupo que você autorizou participar.
SPEAKER_00Eu acho que nesse caso aí é entender o que é da escola e o que é da família. A criança está aqui dentro, né? Então, se está acontecendo fora, pode ser uma consequência natural que aconteça aqui dentro, né? Que a agressão, que o xingamento aconteça aqui dentro. Lembra? Na época, não sei se tinha. Óbvio que tinha, mas na minha época, o celular era. Tinha já celular, mas não era nesse fervor que é hoje. But as pessoas. A briga dos adolescentes era tipo assim: ah, vou marcar com você na esquina da escola. Ah, o garoto da escola. Já aconteceu. Amiguinhos da minha turma aqui. Ah, fulano vai marcar da escola tal com a escola tal na pracinha atrás da escola, porque a gente vai se pegar na porrada. Então, óbvio que a escola é um ambiente que os conflitos podem vir pra cá. Às vezes eles surgem na escola e às vezes eles desencadeiam, não. Eles finalizam na escola, né? A grande questão que aí que eu queria falar, e aí acho que muita gente pode não concordar, mas é o seguinte. A escola não pode ser a tua voz de família. And as pessoas confundem muito isso. Porque as pessoas, as famílias buscam na escola, ah, tá acontecendo alguma coisa que é perigosa para os adolescentes, um desafio do não sei o quê, ou bullying, ou qualquer outro assunto, temática que... Ah, vocês têm que falar com a turma. Vocês têm que trazer isso. Cara, é muito delicado isso, gente. Por quê? A gente viu um conteúdo desses dias que falava, eu vou usar a frase que ela usa. Escola é ambiente coletivo. So, o que é necessidade pra você, a forma que você atua com o seu filho sobre determinado assunto, não vai ser a forma que os outros 15, 16, 17, 18 da turma que aquelas famílias agem. So não é da escola, eu vou usar o termo que a gente usou esses dias também, não é justo, não é da escola, justiça é dar ao outro que é do outro. Não é justo que vocês deem à escola essa responsabilidade de tratar de uma temática que as famílias podem tratar de maneiras differentes. Tem família que não fala com filhos sobre certos assuntos anders falam. Sexualidade, for example, we'll enter this tema. Ah, porque vocês deveriam fazer uma palestra para o quinto ano sobre ideologia de gênero.
SPEAKER_02Uso de preservativos.
SPEAKER_00Uso de preservativos. Gravidez na adolescência. Não é que nós estamos omissos, não é que a escola está omissa sobre assuntos, não é isso. A gente está aqui compartilhando autoridade na condução da educação de uma criança. Mas o Luciano vive dizendo que nós fazemos escolarização. Mas a questão é como cada família atua com isso? Nós não podemos ser a chama necessária para certas coisas. Então, acho que as pessoas também podem confundir isso um pouco.
SPEAKER_02Sim, a gente é especialista em ensino-aprendizagem. Então, nisso aí a gente vai saber o melhor caminho, nisso aí a gente vai orientar, nisso aí a gente vai dizer, olha, desse jeito é melhor que desse jeito. Nós não somos terapeutas sexuais. Nós não somos padres, pastores e fontes de ensino moral e religioso das pessoas. And tudo aquilo que afeta a moral, a religiosidade, que a sexualidade está muito inserida aí, a gente não tem como falar igual para todo mundo. A gente não tem como dar um parecer sobre isso. A gente vai dar um parecer sobre educação, aprendizagem. So melhor para o seu filho nesse momento é estudar sim. So precisa ver o respeito. So when a gente fala de educação in escola, a gente está falando, como a Gabi disse, de coletividade. Sous-viven insectos, a gente consegue falar com a turma sobre respeito, a gente consegue mediar os conflitos, a gente consegue para aquele group when a comportamento está saindo do padrão, sim. But a gente tem uma ação mais limitada. But precisely.
SPEAKER_00I think so when you follow this parceria familiar, tragics for school, to what they are pertinent for the conduction of the education of the people, for the segurancy of that, I think a gente with the feeling of you, but a gente enter the papel. A gente é parce tour. I brinco the analogia do tennis that I appreciate with André in casamento, that school and family is participant of tennis, que a gente quer vencer o adversário, it's participant of fresh coball. So don't take nós contra eles, não tem nada disso. Obvio, as vezes os conflitos vão existir, as opinions contrárias won't exist, sim, but the melhor desenvolvimento daquela criança.
SPEAKER_02E um detalhe important, ah, I was a secretaria, o coordenador nunca pode falar. So você não consegue marcar uma reunião, se você não consegue ser atendido pela orientação. E quando você consegue, é aquele papo de ah, veja bem, não sei o que, aí você está sendo enrolado, aí você tem que cobrar um pouco mais.
SPEAKER_00Foi pra caramba, foi muita coisa.
SPEAKER_02Então, pra gente encerrar, eu acho que a gente tem que deixar uma mensagem aqui que proteger os filhos da gente é estar presente. Não é vigiar, não é controlar, não é cercear. But quando a gente está presente, a gente tem condição de saber o que está acontecendo and as situações. A gente nunca vai ter todas as respostas a priori. A gente nunca vai saber. A gente nunca vai ter um guia. Se acontecer isso, faça isso, se acontecer isso, faça aquilo, se chegar a mensagem tal, é sinal disso. But if a gente está ali presente, se a gente está ali vivenciando junto com o filho da gente, a gente consegue agir sobre os problemas, and the casa da gente volta a ser um lugar seguro, o quarto do seu filho volta a ser um lugar de paz, de segurança anda. But precisa da sua ação, precisa da sua presença.
SPEAKER_00Preço da liberdade é a eterna vigilância.
SPEAKER_02Exactamente. Você vai sentar com seu filial, você vai conversar, você vai fazer perguntas, você vai ouvir o que ele tem a dizer. Andar as regras com segurança. No fundo, no fundo, você sabe o que está certo, você sabe que a porta tem que estar aberta. Você sabe que você tem que estar consciente das coisas que estão acontecendo. So você vai falar isso para ele com segurança. Da sua vida.
SPEAKER_00Se você já faz alguma coisa na sua casa que funciona relacionado a isso, comenta aí, vai que você ajuda alguém, né? Vai que uma mãe lê e comenta aí, fala, lá em casa a gente usa esse aplicativo, a gente faz isso, comenta aí que eu acho que pode ajudar alguém.
SPEAKER_02Exatamente. E se esse episódio fez sentido para você, manda para uma mãe que precisa ouvir isso, compartilha no grupo da escola, manda o link lá para todo mundo poder ouvir, para todo mundo poder trabalhar junto, para esse grupo ficar seguro para as crianças, para os jogos que eles jogam juntos ficarem seguros para eles também.
SPEAKER_00Muito obrigada.
SPEAKER_02Obrigado, Gabi, obrigado, pessoal. Até a próxima. Até a próxima, um abraço, fiquem com Deus.